Crianças desaparecidas

Mais de 80 mil pessoas desapareceram no Brasil, em 2020. Trinta mil eram crianças. Só no Rio de Janeiro 80 crianças desaparecem, em média, todo mês. Esses dados nada animadores são do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos.
O dado reafirma o descaso dos brasileiros com o bem estar de crianças e adolescentes. Quase sempre, por trás de cada caso de criança desaparecida, há uma história de violência, maus tratos, abusos.
Infelizmente, os dados oficiais relacionados com a segurança dos brasileiros mais jovens podem ser ainda mais incisivos: Entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil – uma média de 7 mil por ano. Além disso, de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual – uma média de 45 mil por ano.
Segundo o Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado pela UNICEF há apenas dois anos, 146 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta em 2020 no estado de Sergipe. Razão de sobra para as autoridades locais tomarem parte no debate, em prol dos pequenos sergipanos, o quanto antes.

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