Milton Alves Júnior
O alto índice de acidentes graves registrados nas vias expressas de Aracaju e Região Metropolitana tem assustado, e preocupado, engenheiros de trânsito. Na madrugada do último domingo, 14, o jovem Urias Rodrigues dos Santos, 23 anos, morreu na Avenida Tancredo Neves, nas proximidades do antigo hipermercado Makro, após colidir de forma lateral com um poste. Com o impacto – que o vitimou fatalmente, o carro tombou o poste, e partiu ao meio, deixando pela via pedaços vestígios do sinistro. Mesmo de cinto – ao menos é o que indica o início das investigações, o condutor foi arremessado a uma distância de aproximadamente dez metros.
Agentes da Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran) estiveram no local a fim de promover os primeiros atos de assistência. Diante do cenário deparado, equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a ser acionadas, mas ao chegar no local registraram o óbito e solicitaram a presença de peritos criminalistas do Instituto Médico Legal (IML). Até a tarde de ontem não foi informado se o condutor seguia pela avenida em alta velocidade e, se por ventura, teria consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Dados periciais devem ser apresentados em um prazo de 30 dias seguidos.
Em menos de 15 dias esse foi o segundo sinistro envolvendo carro a registrar fatalidade nas vias expressas da capital. Na manhã do dia 1º de maio o vigilante José Ramos de Jesus, 58 anos morreu atropelado por um automóvel conduzido pelo jovem Danilo Marinho. Naquela circunstância a imprudência se fez presente conforme provas apresentadas pela Polícia Militar. No caso do início do mês, os agentes militares informaram que o ciclista voltava do trabalho para sua residência, na Barra dos Coqueiros, quando o veículo se chocou contra sua bicicleta, arremessando-o a uma distância superior a 20 metros.
Na tentativa de minimizar esse tipo de ocorrência, órgãos como o Departamento de Trânsito do Estado de Sergipe (DETRAN/SE) e Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), planejam intensificar as ações de educação e reeducação aos motoristas. "O que nos preocupa é que todos sabem dos riscos em dirigir em alta velocidade e que não se pode consumir bebidas alcoólica antes de dirigir, tampouco consumir entorpecentes. Quem dirige respeitando as exigências e normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) dificilmente vai se deparar com um acidente com alto teor de gravidade" declarou o agente Luís Fernando que concluiu dizendo: "A tendência é que as ações de educação sejam realmente realizadas em vários bairros da cidade e do estado, mas o quedai fazer diminuir e, se Deus quiser, zerar essas mortes trágicas é a consciência de cada um. Quem faz o trânsito seguro somos nós mesmos; basta escolhermos continuar vivendo".


