Sexta, 12 De Julho De 2024
       
**PUBLICIDADE
Publicidade

Acusados de assalto ao Petrox são presos


Publicado em 05 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Agentes do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (Cope) prenderam ontem três acusados de envolvimento no assalto contra o posto Petrox da esquina das avenidas Beira-Mar e Anísio Azevedo, no bairro 13 de Julho (zona sul de Aracaju).  O crime aconteceu no último dia 25 de junho, quando bandidos armados entraram na loja de conveniência do posto e roubaram mais de R$ 33 mil em dinheiro e cheques.

O assalto chamou a atenção pela grande mobilização da Polícia Militar, que fez um cerco na região do posto com várias equipes e um helicóptero. Na ocasião, um homem que dormia na garagem de uma oficina vizinha chegou a ser detido, mas não foi reconhecido como um dos assaltantes e acabou solto.

O frentista David Santana de Carvalho, 23 anos, e os desempregados William de Souza Santos, 21, e Robertson Márcio Souza Silva, 24, foram detidos em suas residências no conjunto Lafaiete Coutinho, bairro Rosa Elze, em São Cristóvão (Grande Aracaju). Também foi divulgado o nome de um quarto envolvido, Israel Max Tavares dos Santos, 27, que estava foragido até o fechamento desta edição.

De acordo com o diretor do Cope, delegado Everton Santos, a prisão aconteceu depois da identificação de Robertson como um dos suspeitos, o que foi feito no dia 29 por policiais da Divisão de Inteligência Policial (Dipol). Os investigadores descobriram que o acusado tinha viajado para Brejo Grande (Baixo São Francisco) e decidiram aguardar seu retorno a Aracaju para prendê-lo. No mesmo tempo, William também foi identificado e preso. Interrogados, os dois apontaram David, funcionário do próprio Petrox, como um dos colaboradores do assalto. Todos confessaram o assalto e se disseram arrependidos.

Para Everton, a descoberta foi possível graças à divulgação das imagens gravadas pelo circuito interno de TV do posto, que registrou toda a ação dos bandidos. "Um deles estava colocando uma cobertura no rosto para não ser identificado, mas mesmo assim ele foi reconhecido. Foi só o vídeo sair na televisão que já começaram a entrar os ‘Disque-Denúncias’ (denúncias anônimas por telefone)", disse ele. Nas imagens, Robertson aparece com um revólver, ameaçando os funcionários e levando-os até o escritório do posto, onde o tesoureiro foi obrigado a abrir o cofre e entregar o dinheiro roubado. William apareceu dando cobertura ao comparsa.

O delegado confirmou que as informações da presença do dinheiro no posto foram passadas aos suspeitos por David. "O funcionário tinha dito a ele (Robertson) que no dia de segunda-feira, após o feriadão de São João, haveria uma grande quantidade de dinheiro, já que o movimento no posto e na loja de conveniência também seria alto", relata. Aos jornalistas, David alegou ter orientado o assalto para se vingar de uma acusação de roubo feita contra ele na empresa. "Tinha algumas coisas erradas acontecendo lá dentro (do posto) e eu estava sendo injustiçado. Me acusaram de ter pegado dinheiro lá, mas não provaram nada contra mim. Estava trabalhando revoltado", justifica o acusado, mas admitindo que sua atitude "não valeu a pena".

A polícia apurou que Israel Max planejou o assalto com David e Robertson, ficando responsável por dirigir um carro GM Corsa que estava estacionado em uma rua sem saída ao lado do posto, onde ficou esperando pelos comparsas. "No momento em que eles estavam de posse do dinheiro, todos correram para o Corsa e fugiram para o Eduardo Gomes, onde eles fizeram a divisão do dinheiro", disse Everton, acrescentando que boa parte dos R$ 33 mil roubados foi gasta ou escondida pelos acusados.

Robertson Márcio também falou com os jornalistas e negou ter planejado o assalto, mas admitiu ser o assaltante que aparece no vídeo ameaçando matar os funcionários do posto. "Fizeram a proposta pra mim, eu estava desempregado, com muita dívida pra pagar, e acabei aceitando. Nem sabia de nada. Se ameacei (matar os funcionários) foi na hora do ‘nervoso’ (sic), a esperança minha era sair dali vivo, com meus colegas e com todos que estavam lá", disse o acusado, admitindo ainda que esperava ser preso a qualquer momento. "A gente espera sempre notícia ruim, né? Foi meu primeiro e último assalto. Não valeu a pena porque quem gosta de mim está lá fora, sofrendo", lamentou.

As armas do crime também não foram encontradas e podem ter sido jogadas em uma praia. David, Robertson e William foram autuados pelos crimes de roubo majorado e formação de quadrilha. Israel Max também será processado por estes crimes e poderá ser preso a qualquer momento. Os policiais do Cope vão apurar agora se eles estão ou não envolvidos em outros assaltos a postos de combustíveis ocorridos na capital, que são investigados por outras delegacias.

**PUBLICIDADE



Capa do dia
Capa do dia



**PUBLICIDADE


**PUBLICIDADE
Publicidade