Acusados de chefiar quadrilha em Propriá são presos

Policiais civis da Delegacia Regional de Propriá, e do Grupo Especial de Repressão e Buscas (Gerb) deflagraram ontem a segunda etapa da ‘Operação Pacificação’, ocorrida ano passado nas cidades da região do Baixo São Francisco. A ação investiga crimes relacionados com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, roubos e homicídios com características de extermínio. Entre terça e ontem, dois acusados de liderar quadrilhas do ramo foram presos em Propriá: Wasley Santos, o ‘Mago’, 36 anos, e Orlando Lima Silva, o ‘Bizuca’, 30, além de um adolescente de 16 anos que foi apreendido. Também foi preso Genisson Gomes Santos, 25, integrante do grupo e responsável por roubo de veículos.
De acordo com o delegado João Eduardo, a primeira fase da operação teve o apoio da Polícia Federal e desaticulou quatro organizações criminosas atuantes na região, culminando no cumprimento de 21 mandados de prisão, mais de 30 buscas e apreensões e quatro mandados de condução coercitiva expedidos pela justiça estadual sergipana.
"Todos os detidos nesta fase, haviam sido presos por mandados de prisão preventiva naquela época. Segundo a legislação penal, o documento permite que os acusados sejam ouvidos e as provas analisadas para comprovar as devidas participações dos indivíduos nos casos, sendo que com um mês, conforme determina a legislação, eles foram liberados. Na continuação das investigações, foram reunidas provas que embasaram o mandado de prisão temporário expedido agora e que resultaram nas prisões ocorridas recentemente", esclarece João Eduardo.
‘Mago’ e ‘Bizuca’, foram apontados como líderes do grupo, sendo imputados a eles os crimes de homicídio, tráfico e roubo, entre outros. "Foi mais difícil reunir os elementos que estabelecessem ligações entre eles e o grupo criminoso, posto que eles apenas distribuíam as drogas e gerenciavam a organização, não executavam os crimes especificamente. Os adolescentes eram utilizados para praticar roubos na região, ordenados por Bizuca e Mago", detalha o delegado Antônio Wellington, ao destacar que os índices de criminalidade na região devem reduzir após estas prisões. "As investigações continuam, os líderes foram presos, mas outros já foram identificados e provavelmente serão detidos, já que existem mandados de prisão decretados, eles apenas ainda não foram localizados, estão foragidos", conclui.

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