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ADEMA ANALISA MANCHA DE ÓLEO QUE ATINGIU O RIO POXIM


Publicado em 02 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


A MANCHA NO RIO POXIM

Técnicos da Adema recolheram amostras da água e farão a análise

Milton Alves Júnior

Com procedência ainda desconhecida, técnicos da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) identificaram na manhã de ontem uma grande quantidade de óleo no Rio Poxim, nas proximidades do Conjunto Santa Lúcia, em Aracaju. A expectativa é que em um prazo de no máximo dez dias um dossiê detalhando a natureza do vazamento e os possíveis responsáveis pela contaminação seja apresentado pelo órgão. Outra preocupação quanto ao ocorrido envolve a possibilidade de contaminação do mangue às margens do rio.

Para Péricles Azevedo Santos, gerente de Monitoramento Ambiental da Adema, a presença do óleo pode comprometer diretamente a respiração dos animais aquáticos. "Apesar de ser uma mancha identificada primeiramente em apenas uma região, essa quantidade já é suficiente para que a vida dos animais aqui presente seja comprometida. Além dos bichos, os vegetais também podem sofrer as conseqüências", declarou. Em um primeiro momento, os técnicos relataram que a mancha pode ser de gasolina. Ainda de acordo com Péricles Azevedo, após identificarem o autor do despejo, uma multa será emitida.

"Não se pode permitir que um fato desse não resulte em punição. Vamos promover uma investigação minuciosa para que os responsáveis sejam rapidamente advertidos e penalizados conforme exige a legislação federal", concluiu.

Reincidência – Apesar do problema ter sido identificado na manhã de ontem, populares alegaram que já havia sido notado desde a tarde da última terça-feira, 31. Conforme declarações da aposentada Maria de Fátima, esse tipo de poluição já foi registrado em anos anteriores e alguma empresa, ou morador, pode estar ‘acostumado’ em promover essa agressão ao meio ambiente.

"Infelizmente essa não é a primeira vez que percebo essa mancha. Fazendo minhas atividades físicas, todo dia passo por essa pequena ponte e achava que esse problema já era de conhecimento dos órgãos de fiscalização. Espero que a partir de agora, essa poluição não mais faça parte deste cenário natural", disse a moradora.

Preocupada com a situação, a diretoria da Adema promoveu no início da noite de ontem uma reunião técnica. No encontro, medidas de proteção também já foram debatidas para tentar diminuir os efeitos negativos que o óleo poderá causar à fauna e flora.

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