Moradores de municípios que compõem o Alto Sertão sergipano pedem que prefeitos e vereadores se unam com deputados estaduais e cobrem do Governo do Estado melhoria emergencial no serviço de abastecimento de água realizado pelo próprio poder executivo estadual por intermédio da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). A intensificação desta cobrança surge após em pouco mais de um mês o sistema ter sido suspenso em quatro ocasiões para mais de 90 mil pessoas em decorrência de rompimentos de adutoras. Nesse período o primeiro caso foi registrado no dia 04 de dezembro; já no dia 24, véspera de Natal, por volta das 4h, houve o sinistro e a pressão contribuiu para que a água atingisse, pelo menos, duas casas da região.
O primeiro registro desse ano ocorreu na noite da última terça-feira (7); o serviço foi reparado na manhã da quinta-feira, e restabelecido gradativamente no início da tarde. O problema é que menos de 10 horas após reativar o sistema, o fornecimento voltou a ser interrompido em virtude de novo rompimento. O fato ocorreu na própria adutora do semiárido, localizada na região da Lagoa Salgada, no município sergipano de Porto da Folha. Entre as áreas diretamente atingidas pelo problema estão as cidades de Nossa Senhora da Glória, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora Aparecida, Frei Paulo, Pedra Mole, Pinhão, Carira, além de parte de Porto da Folha. O impacto pode chegar a 100 mil contribuintes sem água nas torneiras.
Sobre a sequência de problemas operacionais que afetam milhares de famílias, esta semana a direção do órgão estadual informou ao JORNAL DO DIA que, de forma breve, assim que o problema é constatado, inicia-se o serviço imediato de reparo da área afetada. A normalização do fornecimento na casa dos consumidores dura, em média, 24h após a conclusão do reparo. Já o tempo necessário para realização desse serviço vai depender do grau do dano. Ciente do impacto que esses rompimentos geram à sociedade, a Companhia esclareceu ainda que as regiões porventura ainda afetadas pelo desabastecimento podem acionar o setor de emergências do órgão. Por meio de caminhões pipa o fornecimento de água pode ser disponibilizado em casos considerados de extrema importância.
Esse fornecimento paralelo está disponível, por exemplo, para unidades de saúde – com preferência aos hospitais -, escolas de ensino infantil e berçários, asilos, unidades prisionais e sistema socioeducativo. A fim de minimizar os problemas a direção da Companhia de Saneamento pede que, caso os reservatórios de água nesses locais sejam esvaziados enquanto o sistema não for normalizado, os responsáveis diretos devem entrar em contato por meio do telefone 08000790195, comunicar a situação de gravidade e solicitar o apoio operacional. Medida que, apesar de buscar diminuir os impactos gerados aos sergipanos, não cessam as lamentações demonstradas pelos contribuintes. A partir dessa recorrência dos rompimentos surgiu a pressão para prefeitos e vereadores. Em dez dias, duas vezes faltou água. 2020 não começou nada bem", criticou. (Milton Alves Júnior)


