Milton Alves Júnior
A Superintendência da Polícia Civil investiga em caráter sigiloso, a constatação do Instituto Médico Legal (IML) a qual revela a existência de sêmen de dois homens no corpo da médica Daniele Barreto, encontrada sem vida no Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro, no último dia 09 deste mês. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), paralelo ao trabalho de apuração sobre a matriz do material genético de dois homens diferentes, o próprio departamento de inteligência da Polícia Civil busca identificar quem teria contribuído para o vazamento de uma informação confidencial. Os estudos não permitem definir com precisão quando ocorreu a relação sexual, se antes ou depois da morte.
O desdobramento em torno da morte da médica foi tornado público na manhã de ontem por intermédio do advogado Fábio Trindade, que defendia Daniela, acusada de envolvimento na morte do marido, o advogado José Lael Rodrigues Júnior, de 42 anos, no dia 18 de outubro do ano passado. A vítima foi assassinada a tiros na Avenida Jorge Amado, Bairro Jardins, Zona Sul de Aracaju, quando dois homens desceram de uma motocicleta e dispararam contra o carro em que estava junto com o filho. Ambos foram baleados e socorridos, mas o advogado não resistiu. Imagens de câmeras de segurança pertencentes à estabelecimentos comerciais e imóveis residenciais registraram a ação criminosa.
Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA no dia 10 de janeiro, a Superintendência da Polícia Civil, por intermédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito policial e indiciou sete pessoas pelo assassinato de José Lael Rodrigues. Todos os investigados foram transferidos para unidades prisionais e passaram a responder pelo crime. Sobre a descoberta dos resquícios de DNA no corpo da assessorada, o advogado destacou que: “desde a última segunda-feira tivemos acesso completo ao conteúdo do laudo. Identificamos que foram encontrados dois materiais genéticos masculinos distintos no corpo da doutora Daniele, ou seja, sêmen de dois homens diferentes. A análise aponta que essas células já estavam mortas no momento da coleta.”
Fábio Trindade reforçou a necessidade de ampliar os estudos sobre esta ocorrência; ele disse acreditar que o possível ato criminoso possa ter acontecido após audiência de custódia que resultou na ordem de retorno ao sistema penitenciário. “No hospital, entanto esteve internada, ela esteve acompanhada 24 horas por familiares e pela equipe da unidade, o que nos leva a acreditar que o ato não ocorreu lá. Também não acreditamos que isso tenha acontecido durante o transporte do corpo”, disse. A apuração dos fatos deve envolver peritos da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).


