Quarta, 17 De Abril De 2024
       
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Advogado gaúcho morreu de traumatismo provocado por queda


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Publicado em 19 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Os peritos do IML durante entrevista coletiva(Divulgação)

Milton Alves Júnior
 
Peritos do Instituto Médico Legal (IML), revelaram no início da manhã de ontem que o jornalista e advogado gaúcho Celso Adão Portella morreu após levar uma queda e sofrer traumatismo craniano. A confirmação foi apresentada durante entrevista coletiva concedida na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), em Aracaju. O corpo foi encontrado por oficiais de Justiça enquanto acompanhavam o cumprimento de despejo, no dia 20 de setembro deste ano, em um apartamento localizado no Bairro Suíssa, na capital sergipana. Uma mulher de 37 anos, que morava no imóvel e afirmou ter sido companheira da vítima, foi presa suspeita de ocultação de cadáver.
No decorrer do respectivo depoimento, revelou que guardava o corpo desde 2016. Questionada sobre a causa da morte, a réu informou que saiu para trabalhar, e, quando retornou, se deparou com o idoso já sem vida. Ela foi indiciada por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha dela, de apenas quatro anos de idade. Sobre o cenário do óbito, em virtude do tempo confinado na geladeira e ausência de provas capazes de colaborar com os estudos, o perito e diretor do Instituto Médico Legal de Sergipe, Victor Barros, informou que – apesar do estudo minucioso -, não há condições de comprovar se o óbito foi causado por acidente, ou vítima de homicídio.
“A perícia não é capaz de informar se ele escorregou e caiu, ou se ele foi empurrado. Ele era uma pessoa com mobilidade reduzida, visto que já possuía uma enfermidade no joelho, fato que gerou o implante de uma prótese. Possuía também diagnóstico de doença de Parkinson, o que também contribui para a perda de mobilidade”, disse. O entendimento por parte dos profissionais envolvidos nas análises é que de fato o idoso caiu, bateu a cabeça, e entrou em um chamado ‘intervalo lúcido’. Apontado pelo diretor como um dos casos mais complexos da história de Sergipe, o IML oficializou que não foi encontrado vestígio de formol no corpo e que a temperatura da geladeira contribuiu para a conservação do corpo.
Paralelo à mulher detida, vizinhos, três filhos de Celso, que moram no Rio Grande do Sul, também foram ouvidos pela Polícia Civil. Por determinação expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), a suspeita de promover a ocultação de cadáver inicialmente foi acolhida no setor de psiquiátrica do Hospital São José, em Aracaju. Sobre a possibilidade de novos estudos, Victor Barros completou alegando que o: “IML encerra hoje [ontem] suas atribuições relacionadas à polícia judiciária, todos os questionamentos feitos pela autoridade policial foram respondidos. Isso não significa que a gente para por aqui; caso o Ministério Público ou o Tribunal de Justiça entendam necessária alguma outra perícia, podem nos requisitar.”
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