Advogados aplicam golpe de R$ 10 milhões em grupo de médicos

Acumulando um prejuízo orçado em 10 milhões de reais, a dupla teria aplicado um conjunto de golpes contra cerca de 50 profissionais da medicina, os quais investiam em um projeto de clínica popular no Estado de Sergipe.
Milton Alves Júnior
 
Acusados de cometer crime de estelionato, dois advogados seguem na mira da Polícia Civil, e devem responder judicialmente pelos atos criminosos. Conforme apurado – e apresentado no final da tarde de ontem pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) -, os acusados são, um homem e uma mulher. Acumulando um prejuízo orçado em 10 milhões de reais, a dupla teria aplicado um conjunto de golpes contra cerca de 50 profissionais da medicina, os quais investiam em um projeto de clínica popular no Estado de Sergipe. Apesar de o crime ter sido divulgado na tarde de ontem, a Superintendência da Polícia Civil destacou que os estudos foram iniciados em 2017.
Dados apresentados pela SSP indicam que no decorrer das investigações foi possível observar que, diante do fracasso do projeto inicial, os advogados apresentaram um novo projeto para buscar pacientes. A proposta indicava a criação de um cartão de saúde para descontos. No entanto, a iniciativa não funcionou e assim como havia acontecido no primeiro projeto não houve prestação de contas. Mesmo com as investigações ainda em curso, o setor de inteligência da Polícia Civil revelou que há dois anos a suspeita investigada informou aos sócios que havia enviado o valor investido para o exterior e passou a exigir passaportes e contas fora do país dos médicos investidores.
Durante os anos de 2020 e 2021, enquanto ganhava tempo, a investigada apresentou uma nova versão indicando que o projeto tinha se tornado ainda maior e que investidores estrangeiros estavam interessados na compra da empresa. Apesar do acúmulo de danos financeiros contabilizados nos três primeiros anos, foi identificado que algumas das vítimas permaneceram repassando os valores indicados pela dupla. Os nomes e identidade dos suspeitos não foram revelados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. Até o momento, foi bloqueado R$ 1,6 milhão. Apesar de ter sugerido a prisão temporária dos acusados, até o fechamento desta matéria o Poder Judiciário não havia acatado ao pedido da Polícia Civil.
A pena básica para um crime de estelionato é de um a cinco anos de reclusão, bem como a aplicação de uma multa.
Compartilhe esta notícia