Aids continua sendo uma ameaça em Sergipe

A falta de prevenção durante a prática sexual já levou 1.400 sergipanos a óbito vitimas da Aids. Em ritmo acelerado, o número de registros tem chamado a atenção dos profissionais de saúde que atuam diariamente na área. Para se ter noção do problema, a menor unidade federativa do país contabiliza, por dia, um novo caso confirmado da infecção sem cura. Segundo o médico especialista e coordenador do Programa DST/AIDS, Almir Santana, ao longo dos últimos anos o Governo do Estado, em parceria com as prefeituras, tem multiplicado o número de testes grátis e rápidos; essa medida, conforme destacou Almir ao Jornal do Dia, ajuda a detectar as pessoas infectadas e a promover assistência de imediato.

 O problema, conforme destaca a Secretaria de Estado da Saúde (SES), é que muitos jovens e adultos seguem deixando de lado o uso da camisinha, na inconsciente certeza que estão imunes à contaminação. Diante desta realidade, o coordenador informou que tem mudado a metodologia utilizada durante a realização de palestras, congressos e entrevistas concedidas aos meios de comunicação. Seja dentro de Sergipe, ou em eventos nacionais, a meta agora é mostrar que a AIDS segue matando centenas de pessoas Brasil à fora, e que escolhe ter vida longa é o próprio ser humano. No popular, é a realidade nua e crua sendo posta em prática para ver se a consciência se torna mais presente na vida das pessoas.

 “Percebemos que apenas a distribuição de preservativos e as orientações para utilizá-la não estavam surtindo efeito. Acredito que a tendência é que esse número continue crescendo, pelo menos neste momento, justamente pelo fato que estamos abrangendo mais os testes. Quanto mais rápido detectamos o vírus, mais tempo temos de buscar apoio ao cidadão. Se a consciência começar a falar mais alto, independente do número de testes realizados, os registros vão começar a cair. Essa é a nossa luta”, declarou. Os exames direcionados à AIDS começaram a ser disponibilizados gratuitamente em Sergipe no ano de 1987. Ao longo dos últimos 30 anos já foi possível detectar 5.800 casos confirmados. (MAJ)

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