Rian Santos
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Walmir Sandes sob a direção de Hu-nald Alencar. Um encontro de gigantes. Na falta do Festival de Teatro Sergipano, adiado para Deus sabe quando, coube a Aldeia Sesc de Artes levantar um palco e oferecer pretexto para as caras e bocas dos nossos. ‘Minha vida, meu bolero’ é um entre muitos. Até o próximo dia 25, cerca de 50 espetáculos terão ocupado os espaços culturais de Aracaju e interior do Estado. Tudo na faixa.
Não é a primeira vez que Walmir e Hunald trabalham juntos. ‘Uma vez, o amor’ e ‘Corpus’, nos idos dos 80, além de ‘Cárcere do outono’, mais recentemente, testemunham a favor de uma relação artística longeva e das mais felizes. "Um amigo comum disse-me que é fácil dirigi-la, com duas frases apenas: "Walmir, vá lá e comece", e depois: "Pronto, venha um pouco mais para frente", confessa o diretor.
Para Hunald, a descrição de um espetáculo nunca dará conta da experiência propriamente dita, razão pela qual convida os curiosos a vivenciar o drama encarnado por Walmir de corpo presente.
"Aqui tenho o desafio de retratar o drama de Maria Ipesina do Amor Divino, a personagem-metáfora que evoca a vida sofrida das noites aracajuanas com seu rosário de bares e matéria-prima das paixões. Não gosto de falar muito sobre o que escrevo, prefiro lança-lo às boas feras e ouvir seja o que Deus quiser. Em determinado momento assistir ao que dirijo já como um espectador comum, se bem que aquele frio na barriga não nos abandone por mais que a gente jure que "não se mete mais em outra", mas ainda bem que é só da boca pra fora, essa cachaça que se chama teatro".
‘Minha vida, meu bolero’ na Aldeia Sesc de Artes:
Data: 18 de abril
Horário: 14h
Local: Sesc Socorro


