Milton Alves Júnior
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Unidos contra a atuação de clandestinos e por uma fiscalização mais eficaz por parte da Prefeitura de Aracaju, mais de 500 taxistas bandeirinhas, credenciados pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), voltaram a se manifestar na capital sergipana. Em carreata, na manhã de ontem os profissionais percorreram vários bairros da cidade realizando um grande ‘buzinaço’ até a Câmara dos Vereadores, onde pressionaram os vereadores a fim de que possam articular ações emergenciais na ampliação do rigor junto aos clandestinos. Durante o ato a categoria destacou a concorrência desleal que enfrenta diariamente com os clandestinos que costumam cobrar tarifas mais baixas, já que não pagam impostos cobrados para taxistas pela SMTT.
Por volta das 7h30 os manifestantes saíram da avenida Tancredo Neves, passando pelas avenidas Rio de Janeiro e Beira Mar sentido Centro de Aracaju, sempre em fila indiana ocupando a faixa da direita das vias. Na tentativa de minimizar os contratempos gerados pela carreata, agentes da SMTT foram encaminhados para mobilização na qual tiveram trabalho em reorganizar o fluxo de veículos. Por mais de duas horas desvios foram criados nas intermediações das ruas Itabaiana, Estância, Boquim e Santa Luzia. Para o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Sergipe, Gilson Filho, há mais de cinco anos as reivindicações têm sido apresentadas pelo Sintax aos vereadores e prefeitos, mas nada tem sido promovido.
Além de criar grupos que promovam fiscalizações intensivas todos os turnos e em vários bairros da capital, os bandeirinhas acreditam que um reajuste representativo nas multas para aqueles que promovam o transporte irregular de passageiros pode inibir essa prática trabalhista. "Concordamos que todos os brasileiros possuem o direito de trabalhar para garantir o pão de cada dia dentro de casa, mas é preciso deixar claro mais uma vez que as leis municipais, estaduais e federais estão aí para serem cumpridas. O problema é que todos sabem da ação dos taxistas clandestinos e nem o prefeito João Alves, muito menos os vereadores mostram-se interessados em acabar com isso", esclareceu o sindicalista.
Segundo avaliação do sindicato, para atender a atual demanda de passageiros em Aracaju são necessários 1.700 veículos bandeirinhas. Com o propósito de ampliar a agilidade nos atendimentos, a Prefeitura de Aracaju ao longo dos últimos dez anos tem concedido alvarás de funcionamento, sendo que hoje o número chega ao limite máximo de 2.700 taxis legalizados. No modo de pensar de Gilson Filho, conceder novos alvarás, como solicita alguns trabalhadores clandestinos, é desrespeitar normas nacionais e gerar desconforto e conflito financeiro para aqueles que já realizam este tipo de atividade.
A direção do Sindicato dos Taxistas disse torcer para que os pleitos apresentados sejam atendidos, caso contrário, as mobilizações devem continuar. "Não podemos aceitar que tamanha injustiça seja adotada pelo prefeito e vereadores. Preferimos não acreditar que novas licenças devam ser expedidas, então, nossa luta principal é pela fiscalização mais ostensiva por parte da SMTT e que os clandestinos decidam de vez parar com esse serviço desleal com todos nós", pontuou.
Não satisfeitos com a maneira administrativa de o governo municipal estudar as reivindicações dos taxistas, os profissionais deste seguimento tentam com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) viabilizar fiscalizações também através de efetivos da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran) e Companhia de Polícia Rodoviária (CPRv). Com o apoio do Governo do Estado, talvez, a irregularidade seja combatida em curto prazo.


