Alese negociou tempo maior para deputados analisarem reajuste de servidor

Garibalde respeita a posição do Sintese, mas compreende a situação do governo. Foto: Joel Luiz
Os projetos de lei do governo sobre o reajuste salarial dos servidores do Estado tinham chance de serem  votados  no plenário nesta semana, mas a polêmica em torno do percentual previsto para os professores levou a Assembleia Legislativa a só colocar  os textos para votação na próxima semana, para que os deputados tenham mais tempo para analisar cada caso, avaliou o presidente em exercício da Casa, Garibalde Mendonça (PDT). 
O assunto dominou a agenda de Garibalde na semana em que ele ocupou a presidência interinamente da Alese (o titular Jeferson Andrade, do PSD, fica como governador em exercício até este domingo, dia 7). Garibalde ouviu representantes do Sintese (o Sindicato dos Professores, que fechou questão contra o percentual fixado pelo governo) e dialogou com todos os deputados, da situação e da oposição, antes de optar, em um lance consensual, pela votação dos projetos na próxima semana, provavelmente na quarta-feira (10).
“Nós tivemos um diálogo muito válido com a categoria, com o líder do governo e com os demais deputados para que fosse dado mais tempo com o objetivo de que os parlamentares pudessem estudar e avaliar com mais calma os projetos de leis atrelados ao Magistério. Na próxima semana, colocaremos em votação e isso foi de comum acordo com o Sindicato”, contou o presidente em exercício da Alese.
Garibalde respeita a posição do Sintese, mas compreende a situação do governo. “Claro que foi feito um estudo minucioso junto às Secretarias da Administração e da Fazenda, chegando à conclusão do que poderia ser dado (em reajuste) neste momento. Citei (na reunião com o Sintese) a necessidade  de passar um voto de confiança ao novo governo, que tem somente quatro meses e, por menor tempo que seja, já apresentou  (proposta de) aumento e abriu as portas para novas negociações”, ponderou ele.
 
Papel moderador – Com a experiência de quem está no sétimo mandato de deputado estadual, Garibalde buscou valorizar o equilíbrio nas negociações e o papel moderador da Alese  em um momento delicado para governistas, oposicionistas e sindicato, que convocou, após o anúncio do percentual de reajuste,  uma greve logo considerada ilegal pela Justiça. “Vale destacar que estaremos por perto, acompanhando as tratativas desse tema. Contudo, a carreira do Magistério foi destruída por governos passados e sabemos do desejo da categoria de ter o Plano de Carreira de volta. Ressaltei para Roberto Silva (presidente do Sintese) que a luta continua e podem contar comigo e com a Alese”, prometeu. 
Os projetos de lei enviados pelo governo à Assembleia Legislativa preveem os seguintes percentuais de reajuste salarial para os servidores do Estado: 10% para os servidores enquadrados no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, o PCCV; 2,5%  para os demais servidores; para os professores, 2,5% e mais a incorporação de R$ 100,00 do abono temporário que vigora em abril e maio; e para os policiais militares, 5% de adicional de periculosidade, a ser pago a partir do segundo semestre deste ano.
Compartilhe esta notícia