Alteração do local de votação é totalmente legal, diz prefeitura

A Prefeitura de São Cristóvão, através do Conselho Tutelar do município, divulgou nota esclarecendo as dúvidas a respeito do processo seletivo unificado para escolha dos conselheiros tutelares da cidade. De acordo com a publicação, diferente das informações inverídicas divulgadas por um dos candidatos à vaga, a alteração dos locais de votação é completamente legal e amparada pela Lei 12.696 do Governo Federal.

O processo de escolha dos novos conselheiros é regulamentado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que determinou o dia 04 de outubro como data nacional de votação, pleito este onde a direção dos conselhos nos municípios tem total liberdade para se adequar e realizar as votações de forma igualitária entre os candidatos.

"Precisamos adequar a realização da votação de acordo com a nossa realidade de mão de obra humana, que realizará o trabalho dos mesários, tal como é feito durante as eleições convencionais organizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O problema é que essa eleição é facultativa e o município não pode convocar seus servidores para realizar esse serviço, como acontece em outras votações municipais ou nacionais. Assim sendo todos os 47 povoados votarão, mas uma reorganização na distribuição das urnas precisou ser realizada a fim de não prejudicar os candidatos", explicou a presidente do Conselho Tutelar,

Maria Lúcia Santos.
Segundo a nota, para que ninguém fosse prejudicado ou sentisse que outros foram beneficiados pela distância, foram colocadas 15 urnas de votação em escolas intermediárias. "Por exemplo, os eleitores do Povoado Cabrita agora votarão no Conjunto Luiz Alves e os do Cardoso foram realocados para o Feijão", detalhou. A presidente destaca ainda que toda a comunicação, quanto às mudanças nos locais de votação foi apresentada aos atuais conselheiros e aprovada por eles.

"Acredito que essas críticas foram feitas porque esse candidato, que está se sentindo lesado, perdeu popularidade na comunidade em que reside e deseja ser votado. Gostaríamos de poder garantir que todos os povoados recebessem uma urna, mas infelizmente isso não é possível e toda a organização, dos locais de votação, foi realizada pelo próprio TRE por questões de logística. Nosso intuito não é prejudicar nenhum dos candidatos, pelo contrário, queremos garantir eleições justas e que tragam benefícios para a comunidade", finalizou Maria Lúcia.

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