Aluno que conquistou vaga em Medicina aos 14 anos irá lançar livro

Milton Alves Júnior

Depois de ser aprovado no curso de medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS) no ano passado com apenas 14 anos de idade e cursando o primeiro ano do Ensino Médio, José Victor Menezes Teles se prepara agora para lançar o primeiro livro de sua autoria. O trabalho literário irá apresentar a trajetória que foi seguida por ele enquanto cursava o período escolar até chegar à instituição federal por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2014). Destaque nacional, José Victor desde o último mês de julho tem recebido convites para palestrar em escolas e motivar os candidatos que se preparam para enfrentar os dois dias de prova.

Ex-estudante da Escola Estadual Murilo Braga, no município de Itabaiana, o adolescente promissor alcançou a média final de 751,16 pontos nas provas e 960 pontos na redação do Enem. O resultado surpreendente chamou a atenção dos sergipanos que parabenizaram o garoto pela façanha alcançada. Vitor, além de conquistar a vaga, entrou para a história de Sergipe como o acadêmico mais jovem a ingressar na UFS. Escolas públicas que desejam o apoio didático do futuro médico, basta apenas financiar o transporte e a respectiva alimentação. Já as unidades particulares precisam dialogar com o interlocutor familiar e acertar o cachê que varia entre R$ 500 e R$ 1.500, a depender do período de palestra.

"Para escolas públicas ou filantrópicas eu cobro apenas uma ajuda de custo; já nas particulares tenho esse pedido de cachê que acaba me ajudando na minha passagem pela universidade. Tudo isso que passei e que estou passando está sendo incluído no livro que ainda não tem uma data certa para ser lançado, mas que já está bem encaminhado. Com ele espero ajudar no sucesso de outros sergipanos que sonham em conquistar êxito no Enem", disse. Ainda de acordo com o escritor, foi gratificante e satisfatório receber os convites para ministrar palestras motivacionais enquanto as aulas na universidade estavam suspensas por causa da greve dos professores e técnicos da UFS.

"Nesses dias que faltam para o Enem, ministrar palestras vai depender da rotina das aulas de medicina, já que as aulas já voltaram. Mas enquanto houver tempo livre penso em aproveitá-lo e participar desses encontros e ajudar os outros. Tenho convicção do mais novo desafio, mas estou muito tranquilo com tudo o que pode vir dessa experiência e a ideia é ajudar na melhoria da nossa educação. Principalmente a pública", pontuou.

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