Expirado o período para saída do entorno do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), apenas cinco ambulantes permanecem no local, sem seguir as determinações da Emsurb. Diante da ação negativa protagonizada por alguns comerciantes, a administração executiva já elabora medidas operacionais que possam forçar os remanescentes a cumprirem a ordem judicial, e, assim, garantir de forma integral, o processo de reintegração de posse das calçadas. Na tentativa de dialogar pacificamente com os vendedores, fiscais da Emsurb permanecem no local oferecendo opções de novos benefícios, os quais possam minimizar os prejuízos declarados pelos comerciantes.
A direção da Emsurb informou na tarde de ontem que entre essas condições de acordo coletivo está a inclusão de cada vendedor junto à lista de comerciantes cadastrados para atuar em feiras livres diariamente realizadas na capital sergipana. Aos que aceitarem a proposta, já a partir de hoje podem solicitar esta permissão que será oficializada, porém, apenas para as feiras que ocorrem no bairro em que residem. Sobre essa proposta o assessor de comunicação da empresa, Augusto Aranha, avaliou a medida como: ‘de bom agrado’. A perspectiva é que todos possam aderir ao programa de remanejamento de ambulantes.
"Ainda não foi definido a data e a hora em que a prefeitura realizará esse serviço, mas de antemão, já declaro que não será anunciada de forma prévia para que não haja interferência. A meta é reintegrar, mas com o maior zelo e cordialidade possível. Esperamos que até lá os cinco remanescentes já tenha desobstruído o local conforme solicitamos antes mesmo de conceder 72 horas de prazo estipulado". Além dos ambulantes do Huse, também estão na mira da Emsurb os comerciantes que atuam nas intermediações do antigo Hotel Palace, do Instituto Nacional de Sistema Social (INSS), e do Terminal Rodoviária Governador Luis Garcia – Rodoviária Velha.
A direção da Emsurb declara que todas essas mudanças tem como perspectiva reorganizar o comércio promovido pelos ambulantes na capital sergipana. O órgão não sabe informar quantos vendedores atuam nesse modelo de mercado, nem quantos devem receber a liberação temporária para seguir com o serviço. A perspectiva da prefeitura é que, com a realização desse remanejamento administrativo, seja possível monitorar e fiscalizar o movimento econômico, e legal, de forma mais versátil. (Milton Alves Júnior)


