Milton Alves Júnior
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A partir de hoje os ambulantes que trabalhavam na rua José do Prado Franco, Centro de Aracaju, por definitivo vão poder vender os respectivos produtos em frente ao restaurante popular Padre Pedro, também no Centro. Após muita manifestação e conversa com representantes da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), os vendedores, que por dois dias trabalharam na rua Santa Rosa, foram autorizados para promover o comércio em um antigo terminal de táxi. Denominada ‘Feira de Dona Xepa’, os comerciantes dizem ter parcialmente aprovado a mudança, mas que vão continuar pleiteando melhorias.
Entre os aspectos a serem qualificados está a segurança do local. Para Maria Pureza, vendedora de bolsas e calçados, a onda de violência ao longo dos anos vem preocupando os populares e prejudicando as vendas de todos os ambulantes a partir das 17h. "Esse novo lugar pelo menos é melhor que o da Santa Rosa, ao menos é mais amplo. Só espero que as rondas policiais sejam mais constantes porque os marginais andam soltos e a presença de traficantes de drogas nos incomoda principalmente no início da noite", disse. Ao todo, 20 ambulantes devem ocupar o novo espaço a partir das 7h de hoje.
Satisfeito com a mudança, o presidente da Associação dos Trabalhadores, Antônio Marcos, afirmou que os benefícios alcançados pelos ambulantes só foram possível devido a realização de um ato público na última segunda-feira, 20. Para ele, a Prefeitura de Aracaju não imaginava ser criticada por desobstruir a rua José do Prado Franco sem dialogar com os ambulantes da região. "Impressionante como muitas coisas no Brasil só funcionam na base da pressão. Simplesmente os agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT/AJU) vieram aqui e retiraram as manilhas. Ou seja, o sustento das nossas famílias seria de que forma? A manifestação foi crucial para alcançar nossos objetivos", disse.
Compartilhando com a mesma avaliação, o vendedor de sandálias e bolsas de couro, Antônio da Silva, disse que o ato público foi decidido em frações de minutos. O objetivo da mobilização era cobrar soluções imediatas junto ao poder executivo municipal. Para ele, as promessas de campanha do prefeito João Alves Filho devem ser cumpridas, e que houve uma garantia de apoio por parte do próprio administrador. "Em uma das caminhadas dele foi dito que nenhuma mudança negativa seria feita para nós ambulantes do Centro. Em menos de seis meses não foi isso que presenciamos", lamentou.
Questionado sobre as possíveis soluções para esses problemas, Antônio concluiu dizendo que todos vão continuar aguardando que as promessas sejam cumpridas integralmente. "Ele nos mudou de lugar e botaram em uma rua quase deserta. Agora, nós estamos em um canteiro mais aberto, mas sem segurança. Até o momento nenhuma melhoria foi adotada, espero que pelo menos policiais da Guarda Municipal sejam liberados para garantir a segurança de todos os ambulantes", pontuou.


