Ana Lúcia cobra negociação entre prefeitura e Sintese

A deputada estadual Ana Lúcia denunciou ontem as graves violações de direitos trabalhistas a que estão submetidos os professores do município de Carira. A categoria, em greve desde a última sexta-feira, 04, esteve presente durante o pronunciamento ocupando as galerias da Alese.

Em seu pronunciamento em defesa dos professores, Ana Lúcia apresentou alguns dados que revelam o descaso das sucessivas gestões com a educação em Carira: 44% da população acima de 25 anos não é alfabetizada; distorção idade-série no ensino médio chega a 57,9%, a 37% nas séries iniciais do ensino fundamental e a 64,3% nas séries finais do ensino fundamental. "O índice de analfabetismo de Carira é um dos maiores do Estado. Estes dados são consequência de gestões sucessivas que não priorizaram a educação pública nem seus educadores. Mostra ainda que não há uma política voltada para a criança, para o adolescente e para a juventude no município", avalia a deputada, que é professora de profissão.

A falta de investimento na educação passa pela valorização do professor e, neste aspecto, os dados apresentados por Ana Lúcia não deixam dúvida quanto ao descaso de diversas gestões para com os educadores de Carira. "As dívidas trabalhistas são do século passado", ironizou a deputada, ressaltando que a categoria está sem o 13º salário dos anos de 1999, 2000, 2001, 2002, 2008, 2010 e 2011, sem o salário de dezembro de 2002, de novembro e dezembro de 2012.

Outra dívida que se perdura é referente aos adicionais de 1/3 ferial dos anos de 1999, 2000, 2003 e 2004, do adicional de férias sobre 15 dias de 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012 e do adicional de férias sobre 45 dias do ano de 2011. Como se não bastassem as dívidas de mais de 15 anos, os professores estão sem o reajuste do Piso Nacional do Magistério desde 2011. "Carira é um dos municípios sergipanos com maior número de passivos trabalhistas acumulados", lamentou Ana Lúcia.
Ana Lúcia reconheceu que o prefeito, em parceria com os professores, liderou uma campanha para aumentar o número de matrículas na rede municipal, possibilitando assim o aumento dos repasses do Governo Federal, porém, ressaltou as dificuldades de negociação com os professores. "Não existe o compromisso e a sensibilidade para resolver a questão. Ele não negocia, não apresenta uma proposta para a categoria", apontou Ana Lúcia.

Compartilhe esta notícia