A deputada estadual Ana Lúcia (PT) declarou ontem sua indignação pela perseguição e decisão do judiciário em relação ao jornalista José Cristian Góes, acusado injustamente pelo desembargador Edson Luís de Melo de injuria após a produção de um texto ficcional. A crônica é sobre o coronelismo, "Eu, o coronel em mim", o texto é escrito em primeira pessoa e em nenhum momento cita nomes tempo ou espaço real.
"Minha solidariedade ao jornalista Cristian Góis, e a todos os jornalistas que lutam, sonham e querem exercitar com liberdade a sua profissão. Estamos nessa luta há muito tempo porque esse país não conseguiu consolidar a verdadeira democracia, e infelizmente o jornalista Cristian Góes, um profissional extremamente conhecido, e hoje funcionário público federal, foi processado por um texto ficcional, que faz analogia com o comportamento dos coronéis, no período da escravidão, do capitão do mato, aliás, os capitães do mato todos eram negros, e pelo que eu sei não tem nenhum desembargador negro no estado de Sergipe", declarou Ana.
A condenação de Cristian resulta em uma sentença de 7 meses e 16 dias por injúria. Para Ana, essa decisão condena também todos os comunicadores sergipanos a um exercício cerceado, sem reflexão, sem liberdade e críticas a realidade.


