Apesar da decisão judicial, professores seguem mobilizados

 

Milton Alves Júnior
Professores da rede estadual de ensino permanecem em vigília em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), e com o movimento grevista que foi iniciado na manhã da última terça-feira (26). O ato coordenado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), segue sem alterações mesmo após o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), por intermédio do desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, ter deferido o pedido protocolado pelo governo do Estado o qual pedia pela ilegalidade da greve dos professores. Na noite de ontem, ao JORNAL DO DIA, a presidência sindical sinalizou que nenhuma decisão judicial havia sido protocolado até aquele instante.
Apesar da ainda não oficialização judicial, os coordenadores do movimento decidiram agendar para hoje, a partir das 15 horas no auditório do Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju, uma assembleia extraordinária onde serão debatidos assuntos a respeito da greve, bem como a perspectiva de intervenção judicial favorável ao Governo do Estado. Com as atividades suspensas em mais de 330 unidades escolares, os profissionais da educação desejam que os deputados estaduais votem contra os Projetos de Leis Complementares PLC 16, e PLC 17, os quais visam, na prática, retirar direitos historicamente conquistados a exemplo dos triênios e da redução da carga horária por tempo de serviço.
Esses projetos foram desenvolvidos pelo Governo de Sergipe, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), e encaminhado à Alese para ser apreciado pelos parlamentares. Em contraponto o Palácio Governador Augusto Franco indica que nenhum dos projetos estudados pelos deputados há discussão sobre retirada de triênio dos professores ou diminuição de salários dos servidores da educação. A Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc), diz possuir interesse em alterar o texto o qual foi encaminhado à Alese, a fim de minimizar os conflitos entre gestores e servidores públicos, e, desse modo, reiniciar as aulas que afetam cerca de 155 mil jovens estudantes.
 "Possuímos alguns encaminhamentos que devemos discutir com a categoria para que nossos colegas professores possam deliberar pelo encaminhamento da greve, um desses assuntos a serem abordados também é a questão da decisão judicial que ficamos sabendo por meio da imprensa que o Tribunal de Justiça optou por atender aos apelos do governador Belivaldo Chagas", declarou a presidente do Sintese, Ivonete Cruz. Na peça assinada pelo desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, a corte indica que o movimento sindical deve ser imediatamente suspenso até julgamento final da presente demanda, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. Essa suspensão deve ocorrer no ato protocolar da decisão.
 "Sempre nos mostramos interessados em debater com o governador sobre esses dois projetos de lei, mas percebemos que em nenhum momento o próprio Belivaldo possuía tempo e espaço suficiente na agenda para conversar com os professores e evitar uma greve em pleno final de período letivo. Agora, que a greve foi deflagrado e conta com o apoio dos pais, alunos e muitos funcionários das escolas, o Governo busca a justiça para barrar nosso movimento. Na reunião de hoje à tarde vamos definir o futuro do nosso ato que é democrático, legítimo e defensor dos interesses sociais", concluiu a professora Ivonete Cruz.

Milton Alves Júnior

Professores da rede estadual de ensino permanecem em vigília em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), e com o movimento grevista que foi iniciado na manhã da última terça-feira (26). O ato coordenado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), segue sem alterações mesmo após o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE), por intermédio do desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, ter deferido o pedido protocolado pelo governo do Estado o qual pedia pela ilegalidade da greve dos professores. Na noite de ontem, ao JORNAL DO DIA, a presidência sindical sinalizou que nenhuma decisão judicial havia sido protocolado até aquele instante.
Apesar da ainda não oficialização judicial, os coordenadores do movimento decidiram agendar para hoje, a partir das 15 horas no auditório do Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju, uma assembleia extraordinária onde serão debatidos assuntos a respeito da greve, bem como a perspectiva de intervenção judicial favorável ao Governo do Estado. Com as atividades suspensas em mais de 330 unidades escolares, os profissionais da educação desejam que os deputados estaduais votem contra os Projetos de Leis Complementares PLC 16, e PLC 17, os quais visam, na prática, retirar direitos historicamente conquistados a exemplo dos triênios e da redução da carga horária por tempo de serviço.
Esses projetos foram desenvolvidos pelo Governo de Sergipe, por intermédio da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), e encaminhado à Alese para ser apreciado pelos parlamentares. Em contraponto o Palácio Governador Augusto Franco indica que nenhum dos projetos estudados pelos deputados há discussão sobre retirada de triênio dos professores ou diminuição de salários dos servidores da educação. A Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc), diz possuir interesse em alterar o texto o qual foi encaminhado à Alese, a fim de minimizar os conflitos entre gestores e servidores públicos, e, desse modo, reiniciar as aulas que afetam cerca de 155 mil jovens estudantes.
 "Possuímos alguns encaminhamentos que devemos discutir com a categoria para que nossos colegas professores possam deliberar pelo encaminhamento da greve, um desses assuntos a serem abordados também é a questão da decisão judicial que ficamos sabendo por meio da imprensa que o Tribunal de Justiça optou por atender aos apelos do governador Belivaldo Chagas", declarou a presidente do Sintese, Ivonete Cruz. Na peça assinada pelo desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, a corte indica que o movimento sindical deve ser imediatamente suspenso até julgamento final da presente demanda, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. Essa suspensão deve ocorrer no ato protocolar da decisão.
 "Sempre nos mostramos interessados em debater com o governador sobre esses dois projetos de lei, mas percebemos que em nenhum momento o próprio Belivaldo possuía tempo e espaço suficiente na agenda para conversar com os professores e evitar uma greve em pleno final de período letivo. Agora, que a greve foi deflagrado e conta com o apoio dos pais, alunos e muitos funcionários das escolas, o Governo busca a justiça para barrar nosso movimento. Na reunião de hoje à tarde vamos definir o futuro do nosso ato que é democrático, legítimo e defensor dos interesses sociais", concluiu a professora Ivonete Cruz.

 

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