Aposentados e pensionistas cobram pagamento em dia

Aposentados e pensionistas estaduais se reúnem na manhã de hoje com a proposta de pressionar o Governo de Sergipe para que regularize em definitivo o pagamento dos beneficiados. Ainda sem os respectivos salários, e diante do anúncio de parcelamento deste benefício constitucional, representantes de várias categorias convoca todos os sergipanos para um ato público que será realizado a partir das 7h na Praça General Valadão, centro de Aracaju. Paralelo às dificuldades enfrentadas na esfera administrativa estadual, os sindicalistas se mobilizam, também, protestar contra a Reforma da Previdência e pela não aplicação da Reforma Trabalhista, que deve entrar em vigor no mês de novembro.

Organizado pela Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (COBAP), em parceria com a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), e com o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro), a mobilização unificada atende a um pedido nacional que busca protestar contra o presidente Michel Temer e todos os demais gestores públicos que descumprem deveres previstos na Constituição Federal, ou atuam no sentido de retirar direitos conquistados ao longo das últimas três décadas. Já confirmaram presença os representantes do movimento de trabalhadores desempregados, movimento popular de ocupação por moradia, além de grêmios e líderes estudantis.

De acordo com o professor aposentado Luís Paulo Guimarães, é de fundamental importância que outras categorias profissionais possam se unir ao movimento e intensificar a luta por ações que resultem em avanços coletivos. Crítico ao atual governante federal, o docente diz torcer para que os deputados federais e senadores também se mostrem interessados em intensificar a força popular. “Tenho medo não do meu futuro porque em até dez, 200 ou 30 anos não estarei mais por aqui; minha preocupação é com o que meus filhos, netos, bisnetos e os demais milhões de brasileiros vão sofrer com as medidas impostas por este governo que chegou para retroceder”, declarou. (Milton Alves Júnior)

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