A cesta básica mais barata do país em novembro passado foi a de Aracaju ((R$ 205,63), enquanto São Paulo registrou a mais cara (R$ 299,26). De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês passado o preço dos gêneros alimentícios essenciais diminuiu em 13 das 17 capitais pesquisadas. O Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em novembro, o salário mínimo pago deveria ser de R$ 2.514,09, ou seja, 4,04 vezes o piso vigente. Este valor foi calculado com base no valor apurado em São Paulo e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para a manutenção de um trabalhador e a família dele, suprindo gastos com alimentação, moradia, educação, vestuário, saúde, transportes, higiene, lazer e previdência social.
A queda de preços na maioria das capitais determinou a diminuição do tempo de trabalho necessário para comprar a cesta básica em novembro. Para adquirir o conjunto de produtos alimentícios essenciais, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar, em média, 92 horas e 37 minutos em novembro, 3 horas a menos do que era necessário em outubro. Em novembro de 2011, a jornada média de trabalho exigida para a compra da cesta somava 96 horas e 13 minutos.
Quando a relação é feita com o salário mínimo líquido, ou seja, após desconto da parcela correspondente à Previdência, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em novembro deste ano, 45,76% dos vencimentos com a compra da cesta básica. Este percentual é menor do que o exigido em outubro (46,95%) e também do que o necessário no mesmo período do ano passado, quando correspondia a 47,54% do salário mínimo liquido vigente.


