Sexta, 19 De Abril De 2024
       
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Assentados querem recursos contra seca


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Publicado em 10 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Na próxima segunda-feira, 16, associações e sindicatos rurais do alto sertão vem a Aracaju para visitar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a Secretaria de Estado da Agricultura.

Eles vem pedir ajuda na liberação de recursos para os assentados da Barra da Onça, com 211 famílias, Flor da Serra, 48 famílias e Pedra Grande, com 28 famílias, todos localizados em Poço Redondo, que sofrem com a estiagem que vem atingindo todo o Nordeste brasileiro.

Drama – Segundo o coordenador estadual Movimento Sem Terra (MST) e presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Poço Redondo, José Augusto Santos, a situação é dramática, pois o sertanejo sofre com a seca e as famílias não conseguiram nem plantar, para não perder o pouco que tem. "As pessoas tem sobrevivido com as doações que chegam e com a Bolsa Família, que nem todos recebem", relatou.

A situação é ainda pior para os assentados, pois muitos não possuem a documentação necessária para receber ajuda. O BNB já declarou não ter como atender a todos os produtores com o crédito emergencial. "A dificuldade em liberar crédito é a burocracia. Há documentos que precisam ser liberados pela Emdagro e pelo Incra, mas que o pouco quantitativo de técnicos não faz a coisa andar", denuncia José Augusto.
Desde domingo chove na região. No entanto, a água é insuficiente para atender a necessidade do povo.

José Augusto contou que se nada for resolvido na próxima segunda-feira, será agendada uma grande mobilização em Aracaju, que acontecerá na
Quem sofre com a estiagem é o agricultor e presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Barra da Onça, Gilvan Alves de Melo. Ele relata que 90% dos agricultores devem aos bancos, porque já são dois anos de estiagem. "Não temos ajuda do governo, nem hora de trator", denuncia. Ele informa também que muitos agricultores estão devendo aos comerciantes e até a agiotas.

Promessa – Ele critica ainda o Governo do Estado, que esteve na cidade, com uma comitiva, prometeu verba no prazo de 15 dias e nada chegou ao sertanejo. "Se não tivermos ajuda vamos perder todo o rebanho. Tenho 40 anos de idade e toda vida vivi na roça, nunca vi uma situação como essa", contou emocionado.

Palma, xique-xique já não existem para alimentar o gado. "Já convidei o secretário de Agricultura para visitar os povoados, mas ele nunca veio ver a situação de perto. Bate o desespero e a revolta".

Poço Redondo já foi a maior bacia leiteira de Sergipe. Segundo Gilvan, de lá saiam 120 mil litros de leite por dia. Hoje, não sai nem 20 mil. "Quando o campo não planta, a cidade não come".

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