Apesar das chuvas constantes que atingiram a capital sergipana nos últimos dias, muitas vezes de forma intensa, a Defesa Social de Aracaju não registrou ocorrências que colocassem em risco a integridade física dos cidadãos. Através do 199, implantado desde o mês de abril, as equipes puderam atuar de forma preventiva e evitar maiores incidentes.
O número de emergência tem o objetivo de auxiliar a população em situações de prevenção, socorro e assistência. Em pouco mais de dois meses, já foram atendidas 102 ocorrências. Como a implementação do número emergencial ocorreu no período de chuvas, as ocorrências que mais chegaram foram sobre situações de inundações e alagamentos, além de solicitações de vistoria em casas e muros com o risco de desabamento, rachaduras, e árvores derrubadas pela força do vento e deslizamentos de terra.
Em duas ocorrências realizadas no mês de junho, a Defesa Civil atuou preventivamente, com o apoio da população que, ao perceber o menor sinal de risco, acionou o órgão.
Em um apartamento localizado no bairro Farolândia, a proprietária realizou solicitação via 199 e durante a avaliação do local foram constatados danos estruturais nas vigas de sustentação da edificação além do desabamento parcial do reboco. Foi orientado que a proprietária realizasse a contratação de profissionais da engenharia para a recuperação imóvel, um caso de dano que pode ser recuperado evitando o risco de perda de bem materiais e da vida.
No segundo caso, a solicitante alertava para rachaduras em sua residência, localizada no bairro Lamarão. Durante a vistoria a Defesa Civil identificou que além das rachaduras o imóvel apresentava infiltrações e fendas. De acordo com o capitão Silvio Prado, engenheiro da Defesa Civil que realizou a vistoria, foi constatado que a casa apresentava esses problemas em pontos de sustentação, além de partes do reboco já caídas, sendo classificada como de risco iminente de desabamento.
A casa foi interditada e a família foi encaminhada para o Centro de Referência e Assistência Social Dr. Carlos Fernando de Melo (Cras), onde foi acolhida e encaminhada para integrar o Programa de Atenção Integral à Família. Passados dez dias dessa ação, o imóvel desabou, porém não houve consequências indesejadas devido à ação preventiva da Defesa Civil Municipal em retirar os moradores.


