Kátia Azevedo
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Moradores do município de São Cristóvão bloquearam no início da manhã de ontem a avenida Marechal Rondon na ponte que dá acesso à Universidade Federal de Sergipe. Eles protestaram contra o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e cobraram a implantação de redutores de velocidade e sinalização na Rodovia João Bebe Água.
O protesto foi organizado por lideranças de várias associações de bairros do município logo nas primeiras horas do dia de ontem. Os manifestantes queimaram pneus interditando a pista. Para fugir do grande engarrafamento, muitos motoristas fizeram manobras subindo nas calçadas. Quem precisou de transporte coletivo teve que ir andando até o Terminal de Integral Leonel Brizola para conseguir pegar um ônibus. A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito foi até o local e desobstruiu a via de acesso a Aracaju por volta das 7h. O Corpo de Bombeiros também esteve no local para apagar as chamas no asfalto.
O líder comunitário da Associação de Moradores Madre Paulina, César Lima, relatou que já foram registrados vários acidentes na rodovia. "Muitas pessoas estão perdendo seus parentes e amigos que acabam sendo vítimas de acidentes. Minha filha foi uma das vítimas", revela.
Ele conta que é urgente que o Departamento de Estrada de Rodagem (DER) tome providências e instale redutores de velocidade no local.
O presidente da Associação dos Moradores da Grande Rosa Elze, José Crispim Filho, disse que desde o dia 10 de outubro os moradores entregaram um abaixo-assinado para o DER solicitando a instalação de quebra-molas, mas nunca tiveram resposta. Técnicos do órgão estiveram no local para ouvirem as reivindicações dos moradores.
"O ato público é só um aviso de que poderemos fazer outras mobilizações caso o governo não resolva a segurança da via. Desde o ano passado pedimos providência, mas o poder público não nos ouve. Recentemente houve dois acidentes na rodovia com vítimas. Desde que a pista foi duplicada o risco de atropelamentos e colisões aumentou muito", relata José Crispim. Comunidades de várias localidades do município de São Cristóvão participaram do ato público.
O protesto também foi organizado para chamar a atenção da prefeitura em relação ao aumento de até 50% no IPTU. Os moradores reclamam que o pagamento do imposto chega a mais de R$ 200,00, mas segundo a prefeitura, o imposto não é reajustado há dois anos. O município alega ainda que os valores das contribuições são necessários para desenvolver a cidade através da oferta de serviço para a população. A administração municipal ressaltou que os valores estavam completamente desatualizados.


