Milton Alves Júnior
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Moradores, comerciantes e estudantes que diariamente transitam pela avenida Gonçalo Pradoandam preocupados com o alto índice de violência e falta de iluminação adequada na região. Sem a devida fiscalização ostensiva que deveria ser realizada pelos órgãos competentes da Segurança Pública, os vendedores estão fechando os estabelecimentos comerciais de forma antecipada e se prejudicando no respectivo desenvolvimento econômico. Já os estudantes que frequentam cursos pré-universitários e escolas, após as aulas estão deixando as instituições de ensino em grupos. Dessa forma, são reduzidas as possibilidades de se tornarem vítimas de meliantes.
Preocupada com os constantes registros de furtos, a jovem Ludmila Góes disse ter adotado mudanças no comportamento dela, e dos familiares que vão buscá-la de carro. Além de só entrar e descer do carro na porta do curso, ela disse que faltando apenas cinco minutos para encerrar as aulas é que entra em contato com os familiares. "Faço isso até pra evitar que meus pais ou namorado sejam abordados enquanto me esperam com o carro estacionado. Infelizmente o local está muito propício pra essas ações e o segurança particular do curso não é suficiente para evitar essas ocorrências", declarou.
A falta de iluminação que atrapalha o comércio e tira o sossego dos transeuntes é oriunda de problemas nas lâmpadas dos postes que são administrados pela Energisa. Segundo os comerciantes, esse problema é registrado desde o mês passado e até o momento nenhuma alteração foi promovida. Para a vendedora Raquel Menezes, é necessário que o poder público intervenha com o propósito de regularizar a situação. "Esperamos que algum gestor público resolva isso porque não aguentamos mais. Ficar assim nessa escuridão e prejudicando nosso ganha pão é que não dá mais", disse.
Compartilhando com a entrevista concedida pela comerciante, o funcionário de um curso pré-vestibular, Emanuel dos Santos, conhecido como ‘Baixinho’, disse que a onda de violência preocupa não só os alunos, como também os funcionários. Melhorias na iluminação dos postes e rondas policiais são os desejos de todos, segundo ele. "Tenho certeza que esses são os desejos de todos porque não é mais admissível que um problema tão simples de se resolver altere tanto o dia-a-dia das pessoas. O jeito agora é esperar que, com o apoio da imprensa essa reivindicação nossa seja atendida", afirmou.
Soluções – Conforme informado por telefone, a Central de Atendimento da Energisa já registrou a queixa dos populares e a perspectiva é que funcionários da empresa se dirijam até o local a fim de averiguar as denuncias e reparar os danos. Ainda segundo a Energisa, esse serviço deve ser promovido em um prazo máximo de dois dias úteis.


