Milton Alves Júnior
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A capital sergipana vol-ta a divulgar números preocupantes no que se refere à proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue. Conforme estatísticas apresentadas na manhã de ontem pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), os bairros Cirurgia, Cidade Nova, 18 do Forte e Ponto Novo aparecem em situação de alerta para o aparecimento de surtos ou epidemias da doença que só nos sete primeiros meses deste ano já contabilizou 1.390 casos confirmados em Aracaju. Em contrapartida os bairros Centro, Areia Branca, Robalo, Aeroporto, Atalaia, Soledade e Capucho, ao contrário do que fora apresentado em estudos anteriores, desta vez apresentam os menores índices de infestação e foco do mosquito.
Na tentativa de evitar que a situação de amplo risco transforme-se em epidemia, agentes de combate a endemias estão trabalhando de forma diuturna em todos os bairros da capital, por parte da prefeitura, e nos demais municípios que formam a Grande Aracaju diante do apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A meta dos governos e órgãos competentes é trabalhar em caráter integral e firmando parceria educativa junto com a população para que já nos próximos levantamentos do LIRAa o resultado seja mais positivo. Conforme levantamento técnico, de 101 a 300 casos por 100 mil habitantes o resultado é considerado de média incidência, esse é o caso diagnosticado em Aracaju, quando foram confirmados 222,84 casos por 100 mil habitantes. Acima de 301 já é considerado epidemia.
De acordo com Luciana dos Santos, que atua como agente de edemas desde 2003, moradores de bairros anteriormente com amplo risco de registrar epidemia da doença começaram a redobrar os cuidados e evitar, em especial, o acúmulo de água parada em reservatórios indevidos. "Eles começaram a perceber que para ter uma saúde boa e distante do mosquito da Dengue não deviam apenas esperar o trabalho da prefeitura. Então, passaram a fiscalizar mais os vasos de planta, os pneus velhos, e as tampas de garrafa que ficam cheias de água e muitas vezes se transformam em local de proliferação do mosquito", disse. O 4º levantamento foi feito em 42 bairros da capital no período entre 29 de junho e 6 de julho.
Segundo o estudo, a capital conseguiu controlar um processo epidêmico no 1º semestre de 2015 com redução de cerca de 80% dos bairros considerados de risco. Durante estes dias de chuva, a perspectiva é que o índice da doença possa registrar alta caso a população não se interesse em compartilhar na prática com o trabalho desenvolvido pelas secretarias de saúde. A também agente de saúde, Vanessa Soares, destacou a importância de manter caixas d’águas, lavanderias e tonéis sempre tampados e limpos. "Infelizmente muitas pessoas não se importam com a limpeza desses locais, em especial com a tampa das caixas d’águas. A partir do momento que todos os itens de combate ao mosquito seja atendido, certamente os estudos do LIRAa vai diminuir aqui em Sergipe", afirmou.


