Kátia Azevedo
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Os constantes assaltos às agências bancárias vêm preocupando o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE), que cobra a instalação de portas giratórias para impedir ações criminosas nestes espaços.
De acordo o presidente do Seeb/SE, José Souza, os bancos negligenciam investimentos em segurança. Ele lembra que o problema vem acontecendo com mais frequência em agências privadas.
O sindicalista lembra que os dois últimos registros de assaltos foram em agencias recém-inauguradas e que não atenderam as exigências da lei municipal que obriga os estabelecimentos bancários a terem porta de segurança.
"Além disso, existem agências antigas que retiraram as portas giratórias, contribuindo para as condições de assalto. No nosso entendimento, o banco que se comporta desta maneira não respeita os clientes e nem os bancários", conclui.
Para José Souza, é necessário que as agências assumam o compromisso com a segurança dos estabelecimentos, ressaltando a grande vulnerabilidade dos espaços. Ele lembra que muitas pessoas podem morrer durante este tipo de ação criminosa, ressaltando o forte armamento que é utilizado nesta prática de delito.
"O sindicato ingressou com uma liminar de pedido de segurança contra dois bancos da capital, solicitando que a justiça determine o cumprimento da lei municipal", destaca.
Souza ressalta que a obrigação de fiscalização compete à Polícia Federal, mas que a legislação que normatiza a matéria é defasada. Ele enfatiza que os estabelecimentos bancários se apoiam na lei de 1970, que determina como normas de segurança a presença de um vigilante, alarme ou circuito interno de TV. Dos três requisitos, os bancos só são obrigados a cumprir dois.
O sindicalista frisou que os sistemas de segurança se modernizaram e as agências bancárias continuam adotando práticas ultrapassadas que se tornam incompatíveis diante do contexto atual de segurança, com investimentos muito baixos.
Na avaliação do sindicalista, o trabalho da policia seria mais fácil se os bancos instalassem as portas giratórias, conforme prevê a lei.
O sindicato também informou que mantém conversas com a Polícia Federal e que já há uma mobilização nacional da categoria para exigir dos estabelecimentos bancários que ofereçam as condições mínimas de segurança aos trabalhadores, uma vez que não dispõem de portas giratórias e circuito de monitoração. A ação também apoia a ideia de que estes precisam respeitar a legislação vigente, inclusive no aspecto de segurança ambiental.


