Milhares de clientes bancários seguem se aglomerado diariamente em frente às instituições financeiras em busca de atendimento presencial. Na região central de Aracaju, em especial em frente às agências do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), e Bradesco, o alto movimento de pessoas na área externa chama atenção, inclusive, do Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe (SEEB). De igual postura – adotada ao longo dos últimos 15 meses, as superintendências bancárias destacam que foi preciso diminuir o fluxo de pessoas nas dependências internas das agências, a fim de diminuir os riscos de contaminação provocada pelo coronavírus.
Um balanço semestral realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que o índice de profissionais bancários mortos por Covid-19, cresceu mais de 175% no primeiro semestre deste ano, se comparado com o mesmo período do ano passado. A classe trabalhadora esclarece que, assim como outras categorias, os servidores de bancos não tiveram suas atividades suspensas durante a pandemia do novo coronavírus, mas também não foram incluídos na primeira fase do plano de vacinação. Sem imunizante, a medida adotada para evitar os riscos de ampliação dos casos da doença foi justamente mantendo os mesmos protocolos deliberados quando o Brasil seguia sem vacina.
Secretária, com atuação em escritório de advocacia e contabilidade, Flávia Ribeiro Santos conversou com o JORNAL DO DIA e disse reconhecer a luta dos bancários, mas não deixou de apresentar suas críticas contra os setores administrativos. "Eles [bancários] precisam se cuidar mesmo, e posso te garantir que lá dentro o atendimento é sempre dos melhores, com todos os trabalhadores bem atenciosos e com muito cuidado. O problema você vê que é aqui fora, onde a gente fica exposto ao sol e à chuva. É uma verdadeira falta de cuidado por nós clientes. O Bradesco é o menos pior, ainda instalaram tendas, mas aqui no Banco do Brasil e no Banese alí do Edifício Maria Feliciana é um verdadeiro ‘Deus nos acuda’. É preciso ter mais respeito com as pessoas que precisam vir até a agência para resolver alguma questão", protestou.
Recomendação – Para evitar transtornos e necessidade de enfrentar filas, até que a pandemia seja controlada/combatida e os atendimentos presenciais voltem à normalidade, a diretoria da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) chama a atenção dos clientes para que busquem canais alternativos. Entre essas oportunidades operacionais estão os caixas de auto-atendimento, os sites oficiais das instituições, os menus de opções presentes nos aplicativos desenvolvidos por cada instituição bancária, bem como o serviço de atendimento ao cliente via ligação ou chats.


