A terça-feira foi de grande movimento nos bancos particulares que decidiram na última segunda-feira, 06, firmar acordo junto à Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Depois de sete dias de greve geral, os servidores decidiram em assembleia extraordinária aceitar o reajuste de 8,5% nos salários, além de correção de 9% no piso. Por unanimidade foi aprovado o retorno imediato aos trabalhos em todas as mais de 120 agências fechadas no Estado de Sergipe. Diante dos contratempos causados ao longo da última semana, centenas de clientes se dirigiram até os bancos e criaram longas filas que alcançaram 50 metros de extensão em Aracaju. Sem respeitar a lei dos 15 minutos, sobraram críticas.
Conforme anunciado oficialmente pelo Sindicato dos Bancários (SEEB), apenas os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) não aceitaram a proposta dos banqueiros e continuam de braços cruzados por tempo indeterminado. Ciente das reclamações apresentadas pelos clientes, o presidente do SEEB informou que este ano as negociações foram rápidas a fim de minimizar os danos para os sergipanos. Segundo o sindicalista, é preciso que todos tenham paciência e a certeza que ao longo dos próximos dois dias todas as pendências sejam resolvidas. "Já era previsto que essas filas ficassem grandes, mas realizamos a greve para melhorar a situação dos servidores e qualificar o atendimento para todos os clientes destes bancos", declarou.
Na agência da Caixa Econômica Federal instalada na avenida Barão de Maruim, em Aracaju, a população reclamava da demora nos atendimentos. Para muitos, em virtude da quantidade de pessoas aguardando um atendimento, o serviço poderia ser realizado de forma mais ágil. Enfrentando a fila por mais de duas horas, o publicitário Rangel Pereira lamentou a situação e garantiu que a ocorrência era registrada em todas as agências. "Digo isso porque antes de vim pra cá eu passei em outras e vi que a fila também estava grande. Como aqui consegui achar uma vaga para o carro, decidi parar. Mesmo assim, tem que ter paciência pra ficar em pé esperando a fila andar", afirmou.
A greve dos bancários em Sergipe foi iniciada no último dia do mês passado e sem a participação do Banco do Estado de Sergipe (Banese), que entrou em acordo com os funcionários horas antes da assembleia. Na pauta de reivindicações os profissionais bancários pleiteavam um reajuste salarial de 12,5% e aumento nos valores de benefícios como vale refeição, auxílio creche e gratificação de caixa. "Por mais que o sindicato venha dizer que a greve foi importante para todo mundo, quem está aqui na fila não quer saber. Se a greve foi realizada, então que neste primeiro dia de retorno pelo menos aumentassem o número de caixas. É sempre assim, depois da greve nós enfrentamos esse absurdo de fila", enalteceu a advogada Fátima Machado.
BNB – A perspectiva, segundo o Sindicato dos Bancários, é que ainda essa semana novas tentativas de entendimento entre banqueiros e bancários ligados ao Banco do Nordeste sejam articuladas. Até o início da noite de ontem não foi divulgada nenhuma data para assembleia.


