Seis homens armados assaltaram, no fim da noite de ontem, a Fazenda Dira, localizada no povoado Telha, em Itaporanga D’Ajuda (Sul), e pertencente ao empresário José Augusto Vieira, dono do Grupo Maratá. A propriedade foi invadida por volta das 21h, quando o grupo chegou ao local em um carro VW Saveiro e uma moto. Na hora do crime, três funcionários estavam na fazenda e um deles acabou sendo levado como refém pelos bandidos, que estavam encapuzados e armados com escopetas e espingardas.
A Polícia Militar foi avisada do assalto por meio de um morador de Itaporanga, que recebeu o pedido de socorro de uma amiga que é funcionária da fazenda e estava no local no momento do crime. Segundo o tenente Fábio Alcântara, do 1º Batalhão da PM (1º BPM), a vítima conseguiu se esconder dos criminosos e passar a mensagem através do aplicativo WhatsApp. Duas equipes da unidade foram enviadas à fazenda e chegaram a trocar tiros com os bandidos.
"Na entrada, já na porteira da fazenda, eles [os PMs] se depararam com alguns indivíduos que estavam saindo em uma Saveiro branca, e esses indivíduos efetuaram disparos contra as nossas viaturas. Houve revide e os elementos entraram por um matagal. Nessa ação, descobrimos posteriormente que um dos homens que estavam na caçamba era o funcionário que tinha sido levado como refém", relatou o tenente, acrescentando que não houve feridos no confronto e que o funcionário foi resgatado em uma estrada de terra próxima à Dira.
Na fuga, os criminosos se embrenharam pelo matagal e deixaram para trás a Saveiro e três motos que também seriam usadas pela quadrilha. "O carro era de propriedade de um dos marginais e uma das motocicletas que foram apreendidas também pertence a eles. As outras duas motocicletas são dos funcionários da fazenda e foram recuperadas", confirma Alcântara. A polícia também apreendeu oito espingardas e carabinas de calibres 12, 28 e 38, além de recuperar pertences dos empregados, como celulares, dinheiro, bolsas e mochilas.
As buscas pelos bandidos foram intensificadas em toda a região de Itaporanga entre a madrugada e a tarde de ontem, envolvendo equipes do 1º BPM, do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), do Comando de Operações Especiais (COE) e de delegacias da Polícia Civil. Conforme o comandante, a operação se baseou em muitas denúncias da população sobre a possível localização da quadrilha. "Ainda existem diligências no local, porque estamos recebendo diversas informações de possíveis locais onde esses indivíduos estariam homiziados [escondidos]. Já encontramos balaclavas e roupas no meio do mato, mas o terreno é de difícil acesso e muito extenso", relatou o tenente.
Outras pistas sobre a identidade dos assaltantes foram conseguidas, mas estão sendo mantidas em sigilo. A suspeita da polícia é de que os bandidos teriam assaltado a propriedade da Maratá para roubar as armas da fazenda, mas nada foi levado. O caso foi registrado na Delegacia de Itaporanga D’Ajuda, que vai investigar o caso com o apoio de outras unidades da Polícia Civil. O Grupo Maratá não se manifestou sobre a ocorrência.


