Servidores do Judiciário sergipano voltaram a se mobilizar esta semana contra a falta de reajuste salarial, atraso de salários, pela redução dos Cargos em Comissão e pelo fim dos privilégios da magistratura. Reunidos na entrada do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, os manifestantes ligados ao Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Justiça de Sergipe (Sindijus/SE), destacaram que o ato realizado na manhã de ontem foi apenas o primeiro de uma série de mobilizações previstas para 2016. Os mais de 2.500 servidores exigem que o reajuste salarial esteja acima do índice inflacionário que já alcançou a casa dos
11%.
Além dos concursados, outros 900 cargos em comissão compõem a folha de pagamento do órgão, e é nesse assunto em que a classe trabalhadora volta a protestar contra a atual administração do TJ. Segundo os manifestantes, alguns comissionados chegam a receber em média R$ 17 mil por mês, o que estaria contribuindo para prejudicar as finanças do tribunal e não repassar o reajuste pleiteado pelos profissionais. Segundo denúncias dos sindicalistas, somente no último mês de dezembro, 202 servidores do TJ/SE receberam mais de R$ 33 mil, contrariando a Constituição Federal quando determina que nenhum servidor público deve receber mais que um ministro do Supremo Tribunal Federal.
"Se for comparar o que nós ganhamos em relação a um desembargador que ganha essa fortuna, teremos que trabalhar até 15 anos para ganhar o que alguns deles recebem por mês, como podemos ver no portal da transparência. Outros brasileiros trabalham a vida toda e não ganham o que alguns membros do judiciário sergipano recebem por mês. Recebem tanto e nem respeitam parte da própria constituição. Nosso reajuste salarial permanece abaixo da inflação", afirmou.
Em resposta às denúncias, a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça informou que este valor apresentado no portal da transparência não corresponde ao salário dos desembargadores. A Ascom informa ainda que o magistério tem direito a dois meses de férias por ano, as quais podem não ser gozadas ou não. Nesses casos, cada um recebe a mais por optar em continuar trabalhando.

