Bandidos aterrorizam central de táxi em Aracaju

Milton Alves Júnior

Pela segunda vez em menos de três meses bandidos armados invadiram uma central de táxi bandeirinha, em Aracaju, agiram com violência, renderam os trabalhadores e evacuaram do local em uma moto levando toda a renda adquirida na noite anterior. A ação foi registrada no bairro Cirurgia e na tomada de assalto foi subtraído o valor de R$ 500 da empresa Ligue Taxi, R$ 150 de uma funcionária, além de quatro aparelhos celulares, uma bolsa feminina e pertences dos taxistas, como relógios e cartões bancários. No momento da fuga os dois elementos teriam disparado tiros para o alto a fim de inibir uma possível perseguição. Equipes da Polícia Militar realizaram rondas, mas não localizaram os acusados.

Ainda em ‘estado de choque’, a funcionária Joseane Cardoso dos Santos disse temer que estes fatos tornem-se constantes e tragédias ocorram. Para a jovem, é preciso que a Polícia Militar ou a Guarda Municipal realizem rondas mais ostensivas na região que, ao longo dos últimos anos, tem se tornado em um polo comercial e de grande movimento de estudantes. "Se não tem polícia aqui por perto é sinal de que os bandidos podem atuar ‘tranquilamente’. É preciso botar a polícia aqui no bairro para garantir a segurança dos taxistas que estão cansados desses ataques, dos moradores e estudantes. As abordagens estão cada vez mais constantes e violentas e isso nos preocupa", afirmou.

Conforme contabilidade do Sindicato dos Taxistas do Estado de Sergipe, até o mês de junho deste ano mais de 30 profissionais se tornaram alvo de meliantes que na maioria das vezes atuam em conjunto e armados. A fim de tentar inviabilizar essas ocorrências, a categoria vem se reunindo com representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Companhia de Policiamento de Rodovias Estaduais (CPRv) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). A meta é mudar a forma de monitoramento dos veículos e centrais de atendimento ao consumidor, e permitir que os trabalhadores e clientes evitem enfrentar situações de perigo. No episódio de ontem um dos assaltantes atirou com um revólver calibre 38.
"Esse é um tipo de armamento bastante utilizado pelos assaltantes e que de costume atiram para o alto com o objetivo de intimidar a todos. Tentamos perseguir enquanto o efetivo policial não chegava, mas eles foram rápidos e tomaram direções desconhecidas. Por estarem numa moto, essa fuga ficou mais fácil", disse Agnaldo Dantas Santos, sargento do 8º batalhão da Polícia Militar, e que presenciou toda a cena. No último mês de julho o sindicato voltou a se reunir com os órgãos competentes e pediu agilidade na instalação do programa de monitoramento. Para o sindicalista Gerson Ferreira é preciso por em pratica todas as medidas debatidas em reunião com o objetivo de evitar tragédias.
"Nós sempre saímos confiantes das reuniões e acreditamos que algo logo será feito. O que não se pode fazer é esperar demais porque muitos colegas já morreram vítimas de assaltos e por isso pedimos o apoio dos órgãos de segurança. Lamentamos mais essa ação dos assaltantes", declarou. O fato ocorreu as 7h50 e as investigações estão sendo realizadas pelo departamento de inteligência da Polícia Civil. O taxista de pré-nome Edvaldo foi uma das vítimas e reforçou o desejo de melhoria na segurança dos colegas de profissão. "Felizmente dessa vez foram apenas danos materiais. Estão virando moda essas ousadias dos malandros, por isso tememos a morte. Eles sempre estão prontos para tudo", esclareceu.

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