Bandidos tentam explodir agência da Caixa em Itaporanga

A polícia registrou mais uma tentativa de assalto contra caixas eletrônicos em agências bancárias do interior do estado, mesmo após a prisão de seis integrantes de uma quadrilha que confessou outras cinco ocorrências recentes do tipo. Por volta das 2h20, quatro homens aparentando ser muito jovens invadiram a agência da Caixa Econômica Federal em Itaporanga d’Ajuda (Sul), onde quebraram a porta de vidro e colocaram duas bananas de dinamite em um dos caixas. Segundo a polícia, os criminosos não chegaram a explodir os artefatos, mas o barulho da porta de vidro sendo quebrada chamou a atenção da vizinhança.

Os criminosos escaparam depois que um vigilante da rua percebeu a movimentação dos bandidos e disparou um tiro de advertência para o alto. Eles correram até um matagal que fica na mesma rua onde fica o banco. A suspeita é de que, para planejar o assalto, eles teriam se escondido em uma casa abandonada situada no mesmo terreno. A Polícia Militar foi chamada e fez buscas pela região para tentar prender os assaltantes, mas ninguém foi encontrado. Uma equipe do Grupo de Ações Táticas do Interior esteve no local para isolar o banco, mas precisou chamar a Polícia Federal, pelo fato de a Caixa ser uma instituição pública federal.

Por volta das 4h, uma equipe antibombas da PF chegou a Itaporanga e retirou os artefatos do caixa eletrônico, após fazer uma perícia no local. Depois, os explosivos foram levados até um local seguro, enterrados e destruídos. Todo o trabalho durou pouco mais de três horas. Nenhum funcionário da Caixa quis falar sobre a ocorrência, que será investigada em um inquérito aberto pela PF.  
Agora, já se somam 14 explosões e tentativas de explosões contra postos e agências bancárias em Sergipe em 2015, sendo elas do Banco do Brasil, do Bradesco e do Banese. Pelo menos cinco destes casos foram assumidos pelos seis integrantes da quadrilha de Jadilson Flores de Melo, 25 anos, o "Batata", presos ao longo da semana passada pela Polícia Civil. Um sétimo envolvido, que ainda está foragido, é o advogado Ricardo Henrique Nogueira de Oliveira, o "Galego", 33, vereador de Poço Verde (Centro-Sul) pelo PSC e apontado como o homem que venderia os explosivos para esta e também para outras quadrilhas que explodem caixas pelo interior sergipano. Até o fechamento desta edição, Ricardo não foi encontrado pela polícia. (Gabriel Damásio)

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