Bebê que teve objeto esquecido no pulmão recebe alta

Milton Alves Júnior
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou ao JORNAL DO DIA que no início da manhã de ontem uma bebê, de apenas 03 meses, recebeu alta médica após um objeto ter sido deixado dentro do pulmão durante um processo de intubação. Prontuários médicos indicam que no dia 18 do mês passado a paciente deu entrada no Hospital Santa Isabel, em Aracaju, com sintomas gripais; devido ao quadro clínico, a equipe médica decidiu fazer a intubação com ela ainda enfermaria do Hospital Santa Isabel, porque não tinha vaga na UTI na rede pública.
A família confirma que a criança precisou ser transferida para o Hospital de Urgências Governador João Alves Filho (Huse), onde chegou intubada e internada na ala vermelha; já no dia 21, a bebê foi regulada para a UTI pediátrica do Hospital Cirurgia, onde foi descoberto o objeto em um dos pulmões, após a realização de exames. Adriely Almeida, mãe da bebê foi informada pelo Hospital Cirurgia que o problema pode ter ocorrido no momento em que a criança foi intubada ou durante o procedimento de aspiração. Esse procedimento de retirada de secreções do tubo foi feito tanto no Hospital Santa Isabel quanto no Huse.
Diante da intercorrência, a paciente foi submetida a uma cirurgia endoscópica para retirada do objeto no dia 22, quando permaneceu internada em observação até esta quinta-feira, 07 de maio. “Fizeram um raio-x nela e descobriram que tinha um fragmento dentro dela. Pediram outro raio-x, foi confirmado que tinha mesmo, e na tomografia mostrou que esse fragmento está dentro do pulmão dela […] ela estava bem fraca, teve um bocado de paradas e chegou a ficar muito mal. Só quem passa pelo que passei, sabe a dor que é ter que enfrentar uma situação dessa com um filho”, disse.
Ainda de acordo com Adriely Almeida, a divulgação deste problema tem como objetivo evitar que outras pessoas enfrentem situação semelhante. Para a denunciante, é preciso que as direções hospitalares ajam com rigidez contra os profissionais envolvidos diretamente no problema enfrentado pela filha. “Não desejo isso para ninguém e peço encarecidamente que os gerentes dos hospitais responsabilizem quem fez isso com minha bebê […] não é porque recebeu alta para ir pra casa que eu vou deixar de pedir por justiça. Esse erro poderia ter causado a morte e isso não pode ficar impune”, completou.
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