Belivaldo no PMDB

Existe uma desigualdade de gênero no futebol, quando os jogadores homens desembolsam por patrocínio um valor muito significativo que as mulheres jogadoras. Um exemplo disso é Neymar (camisa 10), que embolsa em média R$ 900 mil por gol feito, enquanto Marta (também camisa 10) apenas R$ 12 mil. Fonte: Congresso em Foco

Belivaldo no PMDB

O vice-governador Belivaldo Chagas sempre caminhou politicamente ao lado do senador Antônio Carlos Valadares (PSB). Nos vários mandatos de deputado estadual nunca deixou de seguir a posição política desse agrupamento liderado por ACV, mostrando ser um político ético e leal.
Por esse perfil, além de ser uma pessoa que se relaciona bem com todo mundo, Belivaldo foi vice do governador Marcelo Déda e é agora do governador Jackson Barreto (PMDB). Sempre foi elogiado publicamente por Déda e JB pela lealdade e discrição.

O pleito deste ano fez com que houvesse um rompimento político entre Belivaldo e Valadares, provocado pelas declarações do senador de que sabia das negociações do PSB com o grupo político liderado pelo senador Eduardo Amorim (PSC) e o deputado federal André Moura (PSC) para apoiar Valadares Filho (PSB) para prefeito e, inclusive, incentivou.
Belivaldo negou que tenha feito isso e declarou que o senador deve ter se equivocado. Garantiu que quando soube das conversas nesse sentido desaconselhou Valadares Filho a fazer qualquer acordo político com o PSC, que lidera o bloco de oposição ao governo Jackson Barreto.

Com a relação política estremecida, o vice-governador não compareceu ao lançamento da pré-candidatura de Valadares Filho por constar na aliança os partidos políticos vinculados a Eduardo Amorim e André Moura. Ele também não compareceu na convenção do então pré-candidato a prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Com a oficialização de aliança do PSB com o PSC, Belivaldo decidiu deixar o seu partido no final da semana passada. Já desfiliado, compareceu a convenção de Edvaldo Nogueira no último dia 05. "Aqui estou porque preciso dormir com a consciência tranquila. O que estão pensando como tomar o estado a partir de 2018 nós não iremos permitir. Aracaju não vai permitir. Vamos dar resposta a partir de Aracaju. Estou aqui, ao lado dos meus aliados. Aqui me sinto feliz, tranquilo, leve e solto", disse.
Em resposta, Valadares chegou a declarar que ficou surpreso com o discurso do ex-aliado e que lamentava que políticos trocassem de partido como se troca uma camisa. "A política está mudando e lamentavelmente para pior", chegou a afirmar, enfatizando ainda que ia pedir perdão ao PSB por ter indicado Belivaldo como vice.

Belivaldo respondeu dizendo que não saiu, que continua onde colocaram ele e pela amizade a Jackson Barreto. "Ninguém coloca na Casa Civil quem não conhece. Eu não podia num momento como esse abandonar o governador. Eu tinha que decidir entre abandonar o governador ou continuar com o outro grupo. Além disso, continuo no lugar onde fui colocado em 2014", afirmou, enfatizando que o "choro é livre".
Na próxima segunda-feira, 15, Belivaldo inicia um novo ciclo na sua vida política. Filia-se ao PMDB do governador Jackson Barreto, em ato a ser realizado às 17h, na sede do partido.
A sua ida para o PMDB já tinha sido dada como certa pela coluna no ano passado, quando publicou com exclusividade a filiação do genro de Belivaldo, o advogado José Carlos Felizola Filho, no PMDB. Na época, Felizola deixou o PSB para ingressar no partido do governador e concorrer à Prefeitura de Simão Dias, o que acabou sendo inviabilizado.

No PMDB, Belivaldo Chagas é um potencial candidato ao governo do estado em 2018. Ironicamente, deve enfrentar nas urnas o candidato dos Valadares, que pode ser André Moura ou Eduardo Amorim.
A sua ida para o PMDB fará com que deixe de ter uma ação meramente administrativa no governo para ter uma atuação mais política. 

Cristal quebrado
Em conversa ontem com a coluna, o vice-governador Belivaldo Chagas admitiu que sua relação política com o senador Valadares (PSB) começou a "trincar" no segundo turno das eleições de 2014, quando o partido decidiu apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) para presidente da República e disse que não acompanharia porque não se sentir à vontade de votar no tucano e entender que devia seguir o projeto pelo qual foi eleitor. "Achei que era coisa de momento e passaria, mas não passou. Trincou".

Com Jackson
Disse ainda: "De lá para cá só fiquei próximo do governador Jackson Barreto, participo dos trabalhos da equipe econômica e quando ele viaja assumo o governo sem ter tido qualquer problema. Existe uma relação de confiança mútua. Não ia deixar esse projeto para abraçar um outro, que fui contra há 2 anos, só para seguir o senador que pensa em 2018. Somente quem saiu do projeto foi o PSB e eu saio do partido na paz e sem nada pessoal contra qualquer membro da legenda".

Aviso prévio
Ressaltou ainda o vice-governador que antes de deixar o PSB, teve uma conversa com o presidente estadual Valadares Filho, por cerca de 40 minutos, quando explicou os motivos que deixaria o partido. "Comuniquei que não me cabia mais no PSB por ter feito aliança com o PSC e que continuaria no projeto que participo ativamente. Lembrei que tinha feito de tudo para o partido não sair da base do governo e que tinha dito que se isso ocorresse não acompanharia", afirmou, enfatizando que tem uma excelente amizade com o PSB e que somente o senador Valadares o critica, mais ninguém.

Convites de filiação
Segundo Belivaldo, ele recebeu convite do deputado federal Fábio Mitidieri e do deputado estadual Luiz Mitidieri para se filiar ao PSD tão logo souberam que estava deixando o PSB. Mas decidiu se filiar ao PMDB pelos vários convites feitos pelo governador Jackson Barreto, o presidente estadual João Augusto Gama, o secretário Benedito Figueiredo (Governo), o ex-deputado Luciano Bispo, o deputado Zezinho Guimarães e o ex-secretário Zezinho Sobral.

Registro político
Pelo que a coluna sabe, Jackson sempre quis ter Belivaldo como uma carta na manga para ser o candidato a governador do PMDB em 2018. Tanto é que no ano passado o vice, sempre ao ser indagado pela imprensa se seria candidato ao governo em 2018, respondia que era candidato a voltar a morar em Simão Dias ao final do governo e foi orientado pelo próprio JB a não dar esse tipo de declaração pelo fato de poder vir a ser o candidato a governador.

Outros nomes
O PMDB também tem outros nomes para disputar o governo: Gama e o ex-secretário e ex-pré-candidato a prefeito de Aracaju, Zezinho Sobral. Mas o mais provável é que o nome do partido seja mesmo Belivaldo, com Zezinho disputando mandato de deputado federal.

Simão Dias 1
Belivaldo Chagas não vai se envolver nas eleições em Simão Dias, sendo um mero eleitor. No município disputam a prefeitura o prefeito Marival Santana (PSC) e Cristiano Viana (PSB), que é sobrinho do senador Valadares.

Simão Dias 2
A aliança entre o PSC e PSB fez com que o prefeito Marival Santana (PSC) se distanciasse politicamente do senador Eduardo Amorim e do deputado federal André Moura. Os dois líderes não foram convidados por Marival, um anti-Valadares, para procissão da padroeira de Simão Dias nem para a convenção partidária.

Simão Dias 3
No município, o futuro partido de Belivaldo Chagas vai numa coligação proporcional independente formada por PT/PSD/PMDB. Os vereadores estão liberados para votar em quem quiser.

Mesma linha
O genro de Chagas, o advogado e diretor presidente da Cohidro, Carlos Felizola, que chegou a ter pretensões de ser candidato a prefeito de Simão Dias pelo PMDB, também ficará neutro nas eleições no município. Recentemente chegou a declarar que não subiria em palanque que não coubesse o governador Jackson Barreto, em resposta as declarações do ex-aliado senador Valadares de que não sobe mais em palanque com Jackson.

No interior 1
O governador retornou ontem à noite a Aracaju, após cumprir agenda de visita a ministérios e órgãos federais em Brasília em busca de recursos para Sergipe. Hoje participa da inauguração das obras de reforma e ampliação de três escolas da rede pública estadual: Benedito Barreto do Nascimento (em Umbaúba), Leonardo Gomes de Carvalho (em Cristinápolis) e Dionísio Machado (em Indiaroba).Todas as três unidades de ensino contarão também com internet livre, via sinal wi-fi, para uso de toda a comunidade escolar.

No interior 2
Após cumprimento de agenda em Umbaúba, Cristinapólis e Indiaroba, Jackson vai a Tobias Barreto inspeciona o andamento das obras dos conjuntos habitacionais Agripino Bernardo I e II, da duplicação e pavimentação da entrada da sede municipal e inaugura o 11º Batalhão da Polícia Militar.

Com a esquerda
Informações chegadas à coluna dão conta que nas eleições municipais deste ano, em Aracaju, os médicos fecharam questão em apoio ao candidato a prefeito Emerson Ferreira (Rede). Na eleição de 2012, a classe fechou com a candidatura de João Alves Filho (DEM). Hoje os médicos que prestam serviços as UPAS e postos de saúde do município vivem em conflito com a gestão municipal e fazendo greve pelo não atendimento das suas reivindicações.

Curtas
Na próxima terça-feira a delegada Danielle Garcia, coordenadora do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), deverá conceder entrevista à imprensa para apresentar o fim do inquérito policial sobre a Operação Indenizar-se, que investiga o desvio de recursos das verbas indenizatórias de 15 vereadores de Aracaju.

Segundo uma fonte, a delegada deve pedir ao Ministério Público Estadual a condenação de todos os 15 e até a prisão de alguns pela comprovação do envolvimento no esquema de fraude em contrato de locação de carros e assessoria jurídica.

Ainda de acordo com a fonte, mesmo após a deflagração da Operação Indenizar-se alguns vereadores continuam com a mesma prática de desvio das verbas indenizatórias no valor mensal de R$ 15 mil. A continuidade das investigações flagrou um vereador destinando recentemente os R$ 15 mil para um outro escritório de advocacia.

Ressaltou ainda a fonte que o Ministério Público continua investigando as irregularidades nas verbas de subvenção da Assembleia Legislativa e que, nesse momento, dois deputados estaduais estão na mira das investigações.   

De Belivaldo Chagas sobre sua filiação ao PMDB: "No dia 15 estarei me filiando ao 15. Não vejo razão para não estar filiado em partido algum".

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