Em maio deste ano, reportagem do JORNAL DO DIA alertou a sociedade sergipana sobre os riscos de colapso na captação de água da Deso a partir da adutora do São Francisco. Dentre outros, os motivos apresentados pelo geógrafo Luiz Carlos Sousa Silva, mestre e doutor pela UFS, eram a redução da vazão em Sobradinho e Xingó, a péssima qualidade da água na foz e a dificuldade na captação. Para solucionar o problema, o Estado precisaria de pelo menos R$ 15 milhões, junto com Alagoas, para investir em obras na foz do rio. No entanto, após o alerta feito pelo jornal, de imediato a Deso enviou nota contradizendo o fato.
Ontem, menos de três meses após a reportagem, o diretor-presidente da Deso, Carlos Mello, levado pelo governador Jackson Barreto e o secretário de estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, esteve na sede do Ministério da Integração Nacional, em Brasília, na busca de recursos para a obra. Com o ministro Helder Barbalho, eles conversaram sobre a dragagem do canal da adutora do São Francisco para garantir a captação e, consequentemente, o abastecimento de água da Grande Aracaju, que depende em grande parte deste sistema.
Trataram também da liberação de recursos que faltam para obras do PAC Seca (Adutoras) que envolvem a ampliação dos sistemas de abastecimento de água da região Sul, do Alto Sertão e Sertaneja, que estão reforçando o abastecimento de água para diversos municípios de Sergipe.Outro tema foi o andamento das obras de esgotamento sanitário nos municípios de Itabi, Pacatuba e São Francisco.Em relação à infraestrutura tratou-se da liberação de recursos para construção de ponte sobre o Rio Sergipe, no município de Nossa Senhora das Dores.
Na área da Defesa Civil, o ministro comprometeu-se com a liberação de verbas para o combate à seca que pode chegar a R$ 10 milhões. O ministro Helder Barbalho disse que vai restabelecer um fluxo de liberação de recursos para as obras das adutoras do PAC Seca. Determinou ao secretário de Infraestrutura Hídrica, Rodrigo Mendes, que viabilizasse a normalização dos recursos das adutoras do Alto Sertão, Sertaneja e adutora da região sul.
"Trata-se da liberação de parcelas de obras já em andamento. Não teremos problemas em resolver essas questões. Eu dou a certeza de que não vai haver descontinuidade nos repasses", afirmou o ministro.
Em relação à liberação de recursos para as obras de esgotamento sanitário nos municípios de Itabi, Pacatuba e São Francisco, que estão em andamento, o ministro determinou que eles fossem incluídos nos recursos de um fluxo de caixa que está sendo preparado para atender essas demandas de curto prazo e garantir a aplicação para o término destas obras.


