Quarta, 28 De Fevereiro De 2024
       
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Brasil, cerveja e carnaval


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Publicado em 08 de fevereiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Um inequívoco símbolo nacional (Divulgação)

Rian Santos
 
Barbara adora cerveja. Desde quando suspeitou estar grávida, meses atrás, no entanto, parou de beber. Este será o seu primeiro carnaval de bico seco, em muito tempo.
Ontem, o jornalista Pedro Doria (O Meio) realizou uma breve digressão etílica e econômica sob o pretexto de evocar o marco inicial de seu terceiro casamento: um convite para um chope. A partir daí, ele passou a relacionar uma série de dados sobre as cifras derivadas da produção e do comércio da bebida, além de eleger a tulipa suada e o copo americano dos botecos vagabundos como um inequívoco símbolo nacional.
Eu assino embaixo. Botequeiro convicto, colaboro com a rentabilidade da indústria cervejeira, estandarte festivo da cultura brazuca, com alguns engradados mensais. Sem beber por motivo de força maior, Barbara, a minha companheira, incentiva-me a beber por dois.
Não há carnaval sem cerveja. Não há Brasil sem carnaval. A relaçãoe ntre isso e aquilo, mais aquilo outro, um amálgama do que há de melhor na identidade tupiniquim, a fisionomia caricata de uma alegria miscigenada, com vocação para o batuque mais furioso, sobrevive à onda conservadora com notável desenvoltura, a bem do imaginário pátrio.
Barbara vai passar o carnaval de bico seco, mas já abasteceu a geladeira com o puro malte mais apreciado da casa. Cerveja de gosto forte, amiga de música, do calor e da folia. Confiro o estoque e assovio um samba: Também, sem uma cachaça, lembra Chico Buarque, ninguém segura o rojão.
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