Duas caixas de origem ainda desconhecidas surgiram nas praias da Atalaia e Sarney, região Sul de Aracaju, durante este final de semana. Semelhantemente aos estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas – onde somente neste estado mais de 80 caixas semelhantes já foram encontradas, peritos da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), seguem investigando a origem, o índice de vulnerabilidade às pessoas que porventura manuseiem o material, bem como ao próprio meio ambiente. Em todo o Nordeste exames laboratoriais feitos por biólogos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) constataram que os pacotes que apareceram no litoral alagoano são feitos de polímero, um material sintético feito a partir de derivados do petróleo.
De acordo com Bruno Almeida, Coordenador de Núcleo da FMA, a perspectiva é que todo o material recolhido e que possua características semelhantes sejam juntadoss para analise e posterior descarte em local apropriado. No que se refere ao manuseio deste material o especialista orienta os populares a evitar o contato e acionar de imediato os órgãos ligados ao Meio Ambiente. "Compreendemos que a partir desta atitude será possível minimizar qualquer risco de contaminação. Como estudos ainda estão sendo realizados para saber a origem desse material, o recomendado é que as pessoas que flagrem a chegada dessas caixas entrem em contato com os órgãos de competência em Meio Ambiente e comuniquem o fato", disse.
Paralelo a Sergipe, outros objetos semelhantes foram encontrados nas últimas 48 horas nos estados da Bahia e Pernambuco. Em toda a região Nordeste profissionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), também seguem contribuindo para as análises dos fardos que não possuem cheiro e costumam pesar mais de 100kg cada. "Trata-se de um trabalho em conjunto onde estamos buscando entender de onde esse material surgiu ou foi descarregado, bem como de que ele é feito. O que sabemos nesse momento é que o trabalho de análise é coletiva em todos os estados que oficializaram o surgimento dessas caixas e que logo em breve estaremos apresentando um estudo coerente sobre todas as duvidas que envolvem esse assunto", declarou Bruno Almeida. (Milton Alves Júnior)


