Milton Alves Júnior
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Na tarde de ontem o governador do Estado de Pernambuco e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, recebeu a imprensa sergipana na sede do partido em Aracaju para conceder uma entrevista coletiva. Durante o encontro o presidente falou sobre o rompimento com o Governo Federal, perspectivas para as eleições de 2014, título de Cidadão Sergipano, e sobre o crescimento do partido no Brasil. Segundo Campos, a insatisfação da população brasileira junto aos poderes públicos ‘forçou’ a direção nacional do PSB a deixar a base de apoio ao Governo Dilma Rousseff (PT), e planejar o lançamento de uma chapa majoritária para 2014. O apoio da militância e filiação da ex-senadora Marina Silva foram os aspectos positivos apontados após o rompimento.
"Percebemos que após a oficialização desse rompimento os nossos militantes voltaram a acreditar no nosso projeto político que é atender o desejo de cada brasileiro. Esses atos públicos que tomaram conta do país esse ano mostram que agora é a hora de voltarmos a ser protagonistas, e não coadjuvantes do cenário político nacional", disse.
Enaltecendo a necessidade do apoio dos jovens e das mulheres, o pernambucano afirmou que o Brasil é um país considerado novo e com amplas condições de construir um futuro mais promissor para as novas e futuras gerações. Para ele, o que falta aos atuais gestores nacionais é trabalho participativo junto aos brasileiros.
"Nós temos condições hoje de garantir um futuro melhor para aqueles que estarão por aqui no fim desse século, por exemplo. Sabemos das dificuldades para atender a todos os desejos dos brasileiros, mas conversando e com a participação de cada categoria de trabalhador nós podemos mudar o nosso país para melhor", afirmou.
Assim como o governador em exercício de Sergipe, Jackson Barreto, Eduardo Campos recentemente também promoveu cortes no número de secretarias e cargos de comissão em Pernambuco. Caso seja eleito presidente da república e inicie os trabalhos a partir de janeiro de 2015, a perspectiva é que alguns ministérios também sejam extintos. A medida seria adotada para evitar a criação de novos impostos. "Somos um dos países com o maior número de impostos cobrados no mundo. A medida mais fácil e eficaz para estabilizar essa cobrança e arrecadar mais é cortando alguns gastos que sejam avaliados como desnecessários para cada momento", declarou.
Ainda durante a coletiva o entrevistado foi questionado sobre a perspectiva de alianças para 2014. Ao Jornal do Dia Campos disse que, devido às novas perspectivas do PSB, as atuais alianças em Sergipe podem ser desfeitas com o início das convenções estaduais. Mas apesar dos argumentos, antes de se deslocar para a sede do partido, Eduardo esteve reunido no Palácio dos Despachos com o deputado federal Valadares Filho, com o senador Antônio Carlos Valadares e com Jackson Barreto.
"Cada diretório estadual está liberado para formar as parcerias que achar mais conveniente e que possa fortalecer esse nosso novo projeto político. Não estamos na política para criar inimigos, e sim novos parceiros que estejam dispostos a mudar para melhor a cara do Brasil. Hoje, com a parceria do grupo liderado por Marina Silva estamos dispostos a vivenciar um novo país. Mais democrático e unificado", pontuou Eduardo Campos antes de se deslocar para a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) onde recebeu o título de Cidadão Sergipano.


