Canal da Anísio Azevedo volta a transbordar e inunda várias ruas

Ruas e avenidas dos bairros Grageru e Jardins voltaram a ficar inundadas após o sistema de saneamento básico voltar a apresentar problemas estruturais. Moradores da região tiveram trabalho para retirar a água expelida por ralos e vasos sanitários, enquanto condutores de automóveis foram obrigados a transitar em meia pista após as vias ficarem inundadas. Para muitas pessoas que residem nas proximidades da Arena Batistão e Praça da Imprensa, a situação que era frequente nos anos 90 voltou a se manifestar. Após um longo período de estabilidade, este é o quarto caso de enchente só nos últimos dois meses.

Comerciantes que dizem contabilizar prejuízos diante da instabilidade estrutural apontam a obra de contenção das águas do rio Sergipe, realizada pela Prefeitura de Aracaju, como principal fator para o problema. Moradores também acreditam que o aterro realizado entre o Iate Club de Aracaju e o mirante do calçadão da 13 de Julho pode ser o fator primordial para a desordem. "Aqui já foi assim, mas melhoraram o sistema e essas enchentes caíram quase 90%. Desde fevereiro a situação tem sido outra. Eu mesmo acreditava que com a liberação desta obra nós iríamos voltar a sofrer, mas vivemos em um país onde o cidadão só tem autonomia na hora do voto. Agora estamos aqui, quase que ilhados", disse Jefferson Mascarenhas.

Após receber notificações sobre a problemática, a direção da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) informou que operários e engenheiros seriam encaminhados para o local a fim de saber o que teria causado os transtornos. Até o final da tarde nenhuma equipe foi avistada pelos moradores, comerciantes e motoristas. Paralelo à elevação da água, o mau cheiro também incomodava os transeuntes que necessitavam transitar pelas vias. "Se para nós aqui já é complicado, imagine quem precisa passar por ali, tendo que ter contato direto com essa água imunda, ou mesmo correndo o risco de passar algum motorista louco e dar um banho. O mau cheiro incomoda até quem está no mais alto andar dos apartamentos", declarou Edilair Mascarenhas.

Apenas por volta das 17h a água começou de forma gradativa a baixar o nível. Esta ação foi feita naturalmente sem nenhuma interferência de operários ou utilização de equipamentos como bombas e mangueiras.

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