Pela terceira vez em menos de dez dias, mais um carro foi parcialmente engolido em cratera aberta em via expressa, decorrente da fragilidade do solo causada por problemas na rede de saneamento. Na manhã de ontem, um automóvel caiu em um buraco após parte do asfalto colapsar no cruzamento da Avenida Pedro Calazans com Carlos Burlamaqui, na região central de Aracaju. Por meio de nota oficial, a presidência da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) reconheceu que o problema foi causado devido a um rompimento de encanação. Para evitar novos acidentes e reorganizar o fluxo de veículos, equipes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) foram encaminhados para o local.
No último dia 01 de setembro, outro carro sofreu dano parecido após cair em buraco que se formou na avenida Celso Oliva, próximo ao cruzamento com a rua Raimundo Fonseca, no bairro 13 de Julho, também na capital sergipana. Já na segunda-feira (06), uma ocorrência com as mesmas características foi registrada na Avenida Quirino, no Bairro Inácio Barbosa, Zona Sul de Aracaju; o fornecimento de água precisou ser interrompido por mais de oito horas. Nestes três casos, os ocupantes dos veículos conseguiram deixar o interior dos automóveis sem ferimentos, nem precisaram ser conduzidos à unidades de saúde, ou atendimento médico realizado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Gilberto Mendonça, motorista de aplicativo e distribuidor de mercadorias, disse ao JORNAL DO DIA que transitar pelas vias públicas da capital sergipana tem proporcionado preocupações paralelas. "É uma loteria ruim, de risco e preocupante. Como se não bastassem os cuidados com o trânsito por si só, nós ainda precisamos estar de olho na fragilidade das pistas. Quando estou dirigindo a van que uso como distribuidor de vendas on-line, quando vejo um buraco, por menor que seja, faço de tudo para desviar. Em dias de chuva esses riscos são ainda maiores e a impressão que passa é que esse tipo de problema vai demorar para ser resolvido na cidade toda", lamentou.


