Gabriel Damásio
Um segundo crime teve como alvo o vigilante Mário Sérgio Barbosa Santos, 42 anos, assassinado na madrugada de anteontem na Escola Municipal Antônio Ferreira Carvalho, em Capela (Vale do Cotinguiba). Familiares da vítima denunciaram ontem à polícia que a casa dele foi invadida durante a madrugada, no momento em que o corpo era velado, na casa dos pais. A residência estava fechada, mas, de acordo com os parentes, teve a porta dos fundos arrombadas e os móveis vasculhados. As roupas do vigilante foram jogadas no chão. Também foram levados alguns aparelhos, como um notebook, um ventilador e uma televisão de 42 polegadas.
Mário foi morto por desconhecidos que invadiram o colégio e o atacaram com golpes de facão. Ele chegou a ter uma das mãos decepada. Pelo chão da sala e dos corredores, além das paredes e do muro da escola, foram achadas muitas marcas de sangue, suficientes inclusive para imprimir pegadas deixadas pelos assassinos. Os policiais informaram ter encontrado um cenário de luta no local e constataram que nada foi roubado da escola, nem do carro do vigilante, apesar de ele ter sido mexido. Apenas a carteira e o celular da vítima foram levados.
Um segundo inquérito foi instaurado pela Delegacia de Capela, para investigar o arrombamento da casa do vigilante. De acordo com o delegado Wanderson Bastos, ele corre independentemente da investigação sobre o assassinato, embora não se descarte a possibilidade de uma relação entre os crimes. Várias testemunhas estão sendo ouvidas. No caso do assassinato, são apuradas pelo menos três linhas de investigação. Uma delas aponta para a ocorrência de um latrocínio (roubo seguido de morte), mas não se descarta outras possibilidades, como a de um homicídio premeditado.
O corpo do vigilante foi enterrado ontem de manhã no cemitério do povoado Pirunga, em Capela. Todas as aulas na escola foram suspensas, em sinal de luto.


