Casal de pastores e filho que mataram mulher estão presos

Homem apontado por assassinato em festa é preso em Carmopolis .

Gabriel Damásio

Um casal de pastores evangélicos está sendo acusado de envolvimento no assassinato e desaparecimento de Edjane de Jesus Silva, 35 anos, que foi morta em Aracaju no dia 3 de julho de 2020, e teve seu corpo possivelmente abandonado no interior de Alagoas. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), ao anunciar a prisão do pastor Reginaldo Ferreira da Silva, da esposa Leonice Ferreira Martins e do filho, Paulo Henrique Ferreira da Silva. Os investigados estavam detidos desde o dia 24 de fevereiro em Birigui (SP) e foram trazidos para Aracaju nesta sexta-feira.
O crime, que está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), aconteceu no conjunto Marivan, bairro Santa Maria, zona sul. Segundo as investigações, Edjane foi morta a pauladas após uma discussão com os suspeitos, que a acolheram para morar em sua residência e, ainda de acordo com a polícia, submeteram-na a trabalhos em condições análogas à escravidão.
O DHPP apurou ainda que, depois de cometerem o crime, os suspeitos colocaram o corpo da vítima no carro de Reginaldo e o levaram durante a madrugada para um canavial da zona rural de Teotônio Vilela (AL), onde o cadáver foi queimado e enterrado. Essa ação, conforme o DHPP, contou com a participação do filho mais velho do casal, bem como um adolescente que morava com a família.
Na sexta-feira, uma equipe chefiada pelo delegado Mário de Carvalho Leony seguiu com Paulo Henrique e Reginaldo para um canavial de Teotônio Vilela, em buscas para tentar encontrar o corpo da vítima. Eles apontaram o provável local onde ocultaram o corpo da vítima, mas até o momento não foi localizado. O trabalho de escavação do terreno segue com a ajuda de funcionários da Prefeitura da cidade.
Os pastores e o filho seguiram para o interior de São Paulo após passarem alguns dias em Riachuelo (Vale do Cotinguiba), para onde fugiram logo após o crime. Após terem suas prisões decretadas pela Justiça, os três acabaram encontrados e presos em Birigui, em investigações que contaram com o apoio da 9ª Delegacia Metropolitana, Divisão de Inteligência (Dipol) e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
De acordo com a SSP, as diligências do caso ainda estão em andamento e outras informações detalhadas serão repassadas após a conclusão do inquérito policial.

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