Caso Ademir: acusado de matar delegado é absolvido e acusa policiais

Na ocasião do crime, Anderson confessou a autoria dos disparos, mas voltou atrás e escreveu uma carta mudando a primeira versão, negando a autoria do tiro e dizendo que haveria um mandante. Foto: Reprodução SETV 2 Edição

Após um julgamento que durou três dias e terminou ontem à noite no Fórum Gumersindo Bessa, no Capucho (zona oeste de Aracaju), o réu Anderson Santos Souza foi absolvido da acusação de ter assassinado o delegado de polícia Ademir Melo Júnior, morto a tiros em 18 de julho de 2016 na Alameda das Árvores, no Luzia. Por maioria, os jurados consideraram que não há provas suficientes do envolvimento do acusado no crime. Anderson está preso desde a semana posterior ao crime e recebeu um alvará de soltura após a sessão, mas uma decisão sobre a libertação dele ainda não estava confirmada até o fechamento desta edição, pois ele ainda responde por outros crimes.
Segundo o advogado de defesa de Anderson, Josephe Barreto, o réu disse em juízo que não participou da morte do delegado, e que o verdadeiro executor do crime foi um policial civil que morreu nove dias após o crime, após um alegado tiro acidental. Disse ainda que suposta ordem para matar Ademir teria partido de outro delegado, supostamente por causa de uma questão pessoal.
Na ocasião do crime, Anderson confessou a autoria dos disparos, mas voltou atrás e escreveu uma carta mudando a primeira versão, negando a autoria do tiro e dizendo que haveria um mandante. As revelações podem provocar a reabertura das investigações do caso, o que é defendido pela família do delegado.
A Secretaria de Segurança Pública disse que o Ministério Público é quem deve se manifestar sobre o caso, mas estará à disposição para qualquer nova diligência. Os promotores do caso anunciaram que vão recorrer da sentença do julgamento.

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