Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que somente no último mês de janeiro 234 pessoas foram atendidas pelo Centro de Informação e Investigação Toxicológica (Ciatox) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), vítimas de intoxicação provocada por escorpiões. Diante do aumento significativo dos casos, os órgão de saúde chamam a atenção dos sergipanos para os cuidados a serem redobrado neste período em que o animal peçonhento costuma acessar casas e ambientes de trabalho em busca de alimento. A preocupação por parte da SES está na união do tempo úmido e quente, considerando cientificamente como o período mais propício para a proliferação do aracnídeo. O ápice dessa proliferação deve ocorrer na segunda quinzena de fevereiro e início de março.
Um levantamento estatístico realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe mostra que entre os meses de janeiro de 2018 e dezembro de 2019 foram contabilizados mais de 1.300 casos com registros em todos os 75 municípios sergipanos. A maior incidência ocorre nas cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, e costumam ocorrer depois que as vítimas pisam ou se aproximam bem do local onde esses animais costumam se acomodar. Segundo o gerente do Ciatox, João Francisco dos Santos, buscar por um atendimento emergencial – seja na rede pública ou particular de saúde, é a primeira medida a ser adotada.
"Se a vítima foi picada por animais peçonhentos, o ideal é que o animal seja capturado e levado em um frasco para que o médico veja qual o procedimento adequado com a vítima. Isso ajuda na precisão do diagnóstico. Deve ser feita a soroterapia específica preconizado para os acidentes moderados e graves, pois vai inibir a ação do veneno naquele local já que ele age no sistema circulatório e nervoso. Então, quanto mais rápida for feita essa soroterapia, a gente consegue ter um prognóstico melhor para esse paciente", declarou. Picadas de escorpiões costumam gerar dor local, febre, dor abdominal, salivação excessiva, vômito e aumento da pressão arterial.
Esses sintomas são comuns em casos envolvendo o escorpião da espécie Tityus serrulatus, conhecido popularmente como Escorpião amarelo. Um animal típico das regiões Sudeste, Centro oeste e Nordeste do Brasil, e que costuma frequentar indesejadamente a residência de centenas de sergipanos. Em caso de acidente, a orientação dos profissionais é buscar um atendimento especializado o mais breve possível, e, se possível, com a amostra do animal. (Milton Alves Júnior)

