Pescadores apreensivos com volta de manchas nas praias

 

Milton Alves Júnior
Depois de 20 dias sem apresentar indícios de dano ambiental, e, com isso, desativação do comitê central de monitoramento, novas manchas de petróleo cru voltaram a aparecer em trechos do Molhe da Coroa do Meio, na Praia do Viral, nas praias do Refúgio, Robalo, Aruana, Cinelândia e nas praias da Atalaia e dos Artistas, em Aracaju. Diante da reincidência do impacto natural, a direção da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) informou que tem realizado vistorias desde a manhã da última segunda-feira, 10, a fim de apurar o grau de impacto e vulnerabilidade das áreas atingidas. O cenário de destruição causado pelo óleo – de origem ainda não identificada, ocorre desde o mês de setembro do ano passado.
Dados da própria Adema mostram que somente entre os meses de setembro e outubro foram recolhidos do litoral sergipano 895,4 toneladas de petróleo cru. Quantidade que ultrapassou a capacidade de armazenamento do reservatório disponibilizado pela Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis; o espaço, segundo o Governo Federal possui capacidade para acumular até 840 toneladas. Por ter atingido o nível máximo, a empresa estatal se deparou com a necessidade de busca outro poço capaz de receber a descarga do produto tóxico. Todas as 17 praias do estado de Sergipe – uma extensão de 197 quilômetros – foram atingidas pelas manchas de óleo.
Além das faixas de areia, o mesmo tipo do produto também foi identificado em oito rios, entre eles: Sergipe, Poxim, Vaza Barris e São Francisco. No que se refere ao impacto contra a vida marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da assessoria de comunicação do Projeto Tamar, informou que tartarugas da espécie Lepidochelys olivacea, conhecida como tartaruga oliva, peixes e crustáceos foram encontrados mortos no litoral sergipano com pontos de mancha. De acordo com o pescador Willian dos Santos, membro da Associação de Pescadores da região Norte de Aracaju, a recorrência dessas manchas mostram a importância da intervenção financeira por parte do Governo Federal.
Somente no estado de Sergipe, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) previa atender a 7.282 profissionais da pesca. Por se tratar de uma situação extraordinária, essa ajuda de custo deveria ser pago em duas parcelas, cada uma no valor de R$ 998,00, bem como não interferiria no repasse dos períodos de defeso. Entre os beneficiados estavam moradores de nove municípios sergipanos: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Estância, Indiaroba, Itaporanga D´Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu e Santo Amaro das Brotas. 

Milton Alves Júnior

Depois de 20 dias sem apresentar indícios de dano ambiental, e, com isso, desativação do comitê central de monitoramento, novas manchas de petróleo cru voltaram a aparecer em trechos do Molhe da Coroa do Meio, na Praia do Viral, nas praias do Refúgio, Robalo, Aruana, Cinelândia e nas praias da Atalaia e dos Artistas, em Aracaju. Diante da reincidência do impacto natural, a direção da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) informou que tem realizado vistorias desde a manhã da última segunda-feira, 10, a fim de apurar o grau de impacto e vulnerabilidade das áreas atingidas. O cenário de destruição causado pelo óleo – de origem ainda não identificada, ocorre desde o mês de setembro do ano passado.
Dados da própria Adema mostram que somente entre os meses de setembro e outubro foram recolhidos do litoral sergipano 895,4 toneladas de petróleo cru. Quantidade que ultrapassou a capacidade de armazenamento do reservatório disponibilizado pela Petrobras localizado no povoado Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis; o espaço, segundo o Governo Federal possui capacidade para acumular até 840 toneladas. Por ter atingido o nível máximo, a empresa estatal se deparou com a necessidade de busca outro poço capaz de receber a descarga do produto tóxico. Todas as 17 praias do estado de Sergipe – uma extensão de 197 quilômetros – foram atingidas pelas manchas de óleo.
Além das faixas de areia, o mesmo tipo do produto também foi identificado em oito rios, entre eles: Sergipe, Poxim, Vaza Barris e São Francisco. No que se refere ao impacto contra a vida marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da assessoria de comunicação do Projeto Tamar, informou que tartarugas da espécie Lepidochelys olivacea, conhecida como tartaruga oliva, peixes e crustáceos foram encontrados mortos no litoral sergipano com pontos de mancha. De acordo com o pescador Willian dos Santos, membro da Associação de Pescadores da região Norte de Aracaju, a recorrência dessas manchas mostram a importância da intervenção financeira por parte do Governo Federal.
Somente no estado de Sergipe, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) previa atender a 7.282 profissionais da pesca. Por se tratar de uma situação extraordinária, essa ajuda de custo deveria ser pago em duas parcelas, cada uma no valor de R$ 998,00, bem como não interferiria no repasse dos períodos de defeso. Entre os beneficiados estavam moradores de nove municípios sergipanos: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Estância, Indiaroba, Itaporanga D´Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu e Santo Amaro das Brotas. 

 

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