Casos de dengue aumentam e Aracaju já está em alerta

Milton Alves Júnior

O índice de proliferação do mosquito Aedes Aegypti subiu 127% nos ambientes domiciliares, segundo último levantamento estatístico realizado pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os dados alarmantes chamam a atenção dos gestores públicos que tentam ampliar o trabalho de combate à dengue e evitar novas epidemias na capital sergipana. Durante a análise técnica foi detectado que os bairros Mosqueiro e Aeroporto apresentaram os piores índices de larvas, porém, todos os demais bairros aracajuanos contribuem para acionar o alerta vermelho dos grupos de combate a endemias. Diante do trabalho de combate à doença, a SMS previa contabilizar 2.570 casos de dengue até dezembro deste ano. Até o momento 803 registros já foram notificados.

O ponto mais crítico identificado pelos gestores municipais está na quantidade de água acumulada das chuvas que caíram neste mês março devido à mudança de estação climática. Com base em números apresentados nas duas últimas décadas, no quesito aumento de casos, é previsível que os meses de abril e maio sejam apontados como os piores do ano. Em fevereiro passado, já visando à possibilidade de infestação do mosquito, a Prefeitura de Aracaju começou a promover mutirões durante os finais de semana tendo como base inicial os bairros identificados como de alto risco. Nos primeiros dias de ação efetiva os agentes puderam se deparar com viveiros empestados de Aedes Aegypti. Estes transmissores estavam aglomerados em lavanderias descobertas e com água parada, dentro de caixas d’agua sem uso, vasos, ralos, lajes e terrenos baldios.

Além dos dois bairros apontados como maior aspecto negativo, o bairro Atalaia, Santa Maria, 18 do Forte e 17 de Março também causam preocupação para a prefeitura. Segundo Taíse Cavalcante, coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue, é preciso que os cidadãos aracajuanos possam se alertar para a situação e colaborar com as ações de combate da Secretaria de Saúde. "Os dados de fato são alarmantes, nos provoca ampla preocupação e estamos novamente chamando a atenção dos moradores para que possam ficar mais atentos para os focos que se formam dentro de casa. Se cada um redobrar os cuidados no próprio lar, tenho certeza que iremos combater essa situação. 127% de aumento dentro das casas é uma porcentagem assustadora", declarou.

Durante apresentação destes estudos, até a quarta-feira a incidência era de 128,73 casos para 100 mil habitantes. Questionada quanto ao serviço de análise regional, a coordenadora garantiu que ao longo dos últimos anos a prefeitura tem ampliado o serviço de fiscalização em domicílios, terrenos e pontos comerciais, além de conversar com os populares sobre os danos que a doença pode proporcionar. "De dois em dois meses nós estamos levantando esses dados para poder saber onde devemos reforçar os serviços. Depois dessas chuvas de março, todos devem ficar atentos em todos os ambientes que sejam propícios para a proliferação do mosquito. Sem a parceria de todos, vai ser difícil combater a dengue", alertou Taíse Cavalcante.

Compartilhe esta notícia