Cândida Oliveira
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A chegada do outono, uma estação mais amena quando se compara ao verão, não é motivo para relaxar nos cuidados para evitar a proliferação do mosquito da dengue. Em Aracaju, dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que nos três primeiros meses do ano houve uma queda de 90% no número de notificações, se comparado ao mesmo período de 2012.
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue da SMS, Taíse Cavalcante, até 19 de março deste ano, 120 casos foram notificados e apenas 22 confirmados. "O quantitativo esperado de acordo com a população aracajuana, que é de pouco mais de 600 mil habitantes, seriam 2.029 casos notificados para os primeiros três meses do ano, e o que vemos é um número 90% menor", ressalta. O número de casos esperados seria distribuído em janeiro – 338 notificações, fevereiro com 457 e março 1.234 registros. "Vários municípios brasileiros já estão em processo de epidemia, nós estamos conseguindo fazer o controle", lembra.
Segundo Taíse, essa queda se dá pelo fato do trabalho continuado da Prefeitura de Aracaju, com a realização de mutirões, força tarefa e campanhas de limpeza.
O carro fumacê no período de chuva não deve ser utilizado, porém, no verão de 2013 passou por 16 bairros. Mas além do trabalho dos agentes de endemias, a população precisa fazer sua parte. "As lavandeiras, baldes, vasos e pratos de plantas que servem de reservatório de água precisam ser limpos, pois são neles que estão sendo encontradas o maior número de larvas", diz Taíse.
LIRA- Taíse declara que mesmo com os números sendo favoráveis, a Prefeitura de Aracaju continua em estado de alerta, por conta do Índice de Infestação Predial que é diagnosticado com o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). No geral, o índice aracajuano no mês de março foi de 1,1, em janeiro foi de 1,2. Como de 1 a 3,9 é considerado de médio risco ou alerta, Aracaju está em estado de alerta.
A boa notícia é que não houve bairro classificado como alto risco. A maior incidência ficou em parte do bairro Farolândia com 3,8 de infestação.
Em alerta médio – percentual de 2,0 a 2,9 – ficaram os bairros Santa Maria com 2,8, Ponto Novo com 2,4 e Santo Antônio e Getúlio Vargas com 2,1. A surpresa ficou com o bairro Cidade Nova que em janeiro teve 3,1 de infestação e em março baixou para 1,6.


