Cinco presos por fraudes no seguro DPVAT no estado

COM OS INVESTIGADOS, AS EQUIPES APREENDERAM VEÍCULOS, DOCUMENTOS FALSIFICADOS E EQUIPAMENTOS USADOS NAS TRANSAÇÕES CRIMINOSAS; PREJUÍZO PODE CHEGAR A R$ 12 MILHÕES

Gabriel Damásio

Cinco pessoas foram presas na manhã de ontem, durante a Operação Império, realizada pela Polícia Civil. A ação liderada pelo Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) investiga um grupo apontado como autor de fraudes em bancos e golpes aplicados contra o Seguro DPVAT, que é o seguro obrigatório para a cobertura de acidentes de trânsito. Dezenas de policiais foram mobilizados para cumprir um total de sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.
As diligências aconteceram em Aracaju, Nossa Senhora das Dores, Salgado e Pirambu. Com os investigados, as equipes apreenderam alguns carros, documentos falsificados e equipamentos usados nas transações criminosas, como celulares, impressoras térmicas e bobinas de papel usadas na impressão de comprovantes bancários.
Além das ordens de prisão, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de todos os bens dos suspeitos, como carros, motos, caminhões e contas bancárias usadas para movimentar o dinheiro das fraudes. “Essa associação criminosa atuava de diversas formas, com fraudes bancárias e de DPVAT. Temos contas bloqueadas com movimentações que ainda estão sendo investigadas no montante de R$ 12 milhões. O prejuízo efetivo que já foi calculado nos inquéritos que estão sendo conduzidos conta com R$ 370 mil de prejuízo”, disse a delegada Viviane Pessoa, diretora do Depatri.
As investigações começaram há mais de um ano, quando um dos integrantes do grupo passou um cheque sem fundo no comércio e uma auditoria interna em uma instituição bancária levantou indícios de uma das fraudes. O Depatri avançou nas investigações e identificou o funcionamento da associação criminosa. O nome da operação se refere ao líder da quadrilha, que se intitulava como “Imperador”.
Até o fechamento desta edição os outros dois envolvidos com a quadrilha não tinham sido encontrados. Mesmo assim, a diretora do Depatri considerou a operação bem-sucedida no combate aos golpes e crimes de estelionato. “Com essas diligências, a gente tanto impede a movimentação financeira da associação criminosa como também tiramos de circulação essas pessoas. É uma operação muito relevante no final de ano, porque é o período onde eles [os criminosos] têm uma atuação maior para fraudar, tirando dos trabalhadores, de pessoas inocentes o dinheiro que eles tanto suam para conquistar”, destacou Viviane.
A expectativa é de que outros detalhes da investigação sejam confirmados nos próximos dias. A Operação Império contou com a participação da Divisão de Inteligência (Dipol), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) e Instituto de Identificação.

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